Projeção de crescimento da instituição para 2023 é de 1%. Números foram divulgados por meio do relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano. O Banco Central elevou de 1,7% para 2,7% sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. A informação consta no relatório de inflação do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (29).
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Ao mesmo tempo, o BC divulgou pela primeira vez sua previsão oficial para o crescimento da economia no ano que vem. De acordo com a instituição, o PIB deverá crescer 1% em 2023, com desaceleração frente ao ritmo esperado para este ano.
De acordo com o mercado financeiro, segundo pesquisa feita na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, a economia brasileira deverá apresentar uma expansão de 2,67% em 2022 e de 0,5% no próximo ano.
Para a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, o PIB deverá crescer 2,7% neste ano e 2,5% em 2023.
Cenário
A expectativa de desaceleração da economia, do Banco Central, acontece em um momento de alta da taxa de juros. Para tentar conter a inflação, a taxa Selic está atualmente em 13,75% ao ano, o maior nível em seis anos.
A instituição prevê manutenção dos juros neste patamar por um “período suficientemente prolongado de tempo”, necessário para “assegurar a convergência” da inflação para as metas definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Nesta semana, o BC avaliou que os 12 aumentos feitos na taxa Selic nos últimos anos ainda terão “impacto acumulado na economia”, que deverão ficar “mais claros nos indicadores de atividade ao longo do segundo semestre”.
Ao mesmo tempo, a atividade mundial apresenta sinais de desaceleração diante das altas de juros promovidas no exterior e, também, da guerra na Ucrânia (resultando em crise energética na Europa) e do ritmo menor de expansão na China — ainda decorrente de restrições por conta da Covid-19.
O BC espera um “arrefecimento na demanda interna” em 2023 e, também, em alguns componentes da oferta de produtos por conta “da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica [processo de alta dos juros para combater a inflação]”.
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