
Discurso é utilizado pelo Kremlin para justificar a invasão na Ucrânia nos últimos 11 meses. Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião nos arredores de Moscou
Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta sexta-feira (27) a Ucrânia de cometer crimes “neonazistas”, em uma retórica que utiliza com frequência para justificar sua ofensiva militar, desta vez no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
“Esquecer as lições da história leva à repetição de tragédias terríveis. Isto é evidenciado pelos crimes contra civis, a limpeza étnica e as ações punitivas organizadas pelos neonazistas na Ucrânia”, afirmou Putin em um comunicado. “É contra este mal que nossos soldados lutam de maneira corajosa”, acrescentou.
Pôster russo colado na parede de porão na Ucrânia carrega propaganda anti-nazista escrita “Se sairmos, eles virão”
Zohra Bensemra/REUTERS
Um dia antes do discurso, a A Ucrânia afirmou que as forças russas lançaram dezenas de mísseis contra vários alvos no país e que seus sistemas de defesa aérea derrubaram 24 drones russos durante a noite.
“Onze pessoas ficaram feridas e, infelizmente, outras 11 morreram”, disse o porta-voz Oleksander Jorunejy à televisão ucraniana. Ele disse que os danos mais significativos ocorreram na região de Kiev.
A Rússia está tentando causar “um colapso sistêmico” na rede nacional, disse o ministro da Energia, German Galushchenko.
“A situação ainda está sob controle”, disse o primeiro-ministro Denys Shmygal.
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