
Segundo Comissão Europeia, envio de bebidas viola sanções aplicadas à Rússia por conta da guerra na Ucrânia. Aliado da atual líder ultra-conservadora da Itália, Berlusconi ensaia aproximação com líder russo, de quem disse ter recebido ‘carta carinhosa’. Em imagem de 2015, Vladimir Putin e Silvio Berlusconi se reúnem.
Sputnik/Alexey Druzhinin/Kremlin via Reuters
A União Europeia condenou nesta quinta-feira (20) um presente que o presidente russo, Vladimir Putin, enviou ao polêmico ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, pelo seu aniversário: vinte garrafas de vodka.
Segundo a Comissão Europeia – o poder Executivo do bloco europeu – o envio das vodkas viola as sanções europeias impostas após a invasão da Ucrânia, que proíbe a entrada de uma série de produtos russos, entre eles a tradicional bebida do país.
Aos 86 anos, Berlusconi, que deixou o poder na Itália após uma série de escândalos de corrupção, voltou ao cenário político de seu país. Seu partido, o Forza Itália, é aliado da sigla da atual líder do país, a também ultra conservadora Giorgia Meloni .
O ex-líder italiano causou polêmica nesta semana quando disse que voltou a ter contato com Putin e recentemente trocou “cartas carinhosas” com o líder russo.
“No meu aniversário, ele me enviou 20 garrafas de vodka e uma carta muito carinhosa”, disse Berlusconi, segundo o áudio divulgado pela agência de notícias LaPresse.
SANDRA COHEN: Berlusconi invoca amizade com Putin para atingir Giorgia Meloni
Assim como a maioria dos países da União Europeia, a Itália é aliada da Ucrânia. Meloni reafirmou, na quarta-feira (19), que seu governo é pró-Otan e pró-Ucrânia.
Um pacote de sanções da União Europeia de abril incluiu os destliados, como a vodka, na proibição de importação de produtos russos. Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, não há isenção para presentes.
A Itália ainda não informou se multará Berlusconi por receber o presente – cabe a cada país implementar as sanções aplicadas pela UE.
Em resposta aos comentários de Berlusconi sobre Putin e a guerra na Ucrânia, Giorgia Meloni, que deve ser a próxima primeira-ministra da Itália, disse na quarta-feira que seu novo governo será pró-OTAN e totalmente parte da Europa.
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