Vídeo mostra dois cidadãos franceses confessando, aparentemente sob coerção, que trabalham para um serviço de segurança. França nega e pede liberação imediata deles. O Irã publicou nesta quinta-feira (6) um vídeo que mostra dois cidadãos franceses detidos supostamente confessando terem agido em nome de um serviço de segurança francês.
As cenas foram publicadas em meio a protestos contínuos que rondam o Irã pela morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos detida pela polícia de moralidade do país. O governo iraniano tem procurado descrever como um complô estrangeiro.
O vídeo divulgado pela agência de notícias estatal IRNA mostrou dois cidadãos franceses, Cecile Kohler e Jacques Paris, que são sindicalistas associados à Federação Nacional de Educação, Cultura e Formação Profissional da França.
O Ministério das Relações Exteriores da França acusou o Irã de adotar práticas dos “piores regimes ditatoriais” e negou categoricamente que os dois sejam espiões.
“A encenação de suas supostas confissões é ultrajante, terrível, inaceitável e contrária ao direito internacional. Esta farsa revela o desprezo das autoridades iranianas pela dignidade humana”, disse a porta-voz do ministério, Anne-Claire Legendre, em um comunicado, exigindo a libertação imediata dos presos que ela descreveu como “reféns de Estado”.
O Irã, que há muito tempo usa ocidentais detidos como moeda de troca nas negociações, não ofereceu nenhuma evidência pública para apoiar as acusações de espionagem.
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