Segundo relatório divulgado por Tanya Plibersek, ministra do Meio Ambiente, país é capital mundial da extinção de mamíferos. Austrália pretende reservar 30% do território para proteger espécies ameaçadas de extinção
A Austrália terá como meta ter “zero novas extinções” em uma tentativa de proteger plantas e animais no continente insular, que é famoso por ter espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo.
Em um plano anunciado nesta terça-feira (4) por Tanya Plibersek, ministra do Meio Ambiente, o governo federal se comprometeu a “proteger 30% de nossas terras e 30% de nossos oceanos até 2030”, reservando pelo menos 30% da massa terrestre da Austrália para conservação.
De acordo com a ministra, 110 espécies e 20 locais serão priorizados e um total de 50 milhões de hectares serão somados à área já conservada. O plano de 10 anos será revisto em 2027.
“Ao proteger mais habitat, podemos proteger as casas dessas plantas e animais preciosos e as paisagens que significam muito para os australianos”, afirmou Plibersek, em coletiva de imprensa.
Um relatório quinquenal divulgado em julho de 2022 pelo governo australiano mostrou que o país perdeu mais espécies de mamíferos do que qualquer outro continente e que tem uma das piores taxas de declínio de espécies entre os países mais ricos do mundo.
“Nosso plano de ação para espécies ameaçadas é um plano ambicioso e específico para impedir novas extinções na Austrália. Aprendemos com o Relatório do Estado do Meio Ambiente, que publiquei há alguns meses, que o estado do meio ambiente australiano é ruim e está piorando. Somos a capital mundial da extinção de mamíferos. Vimos cerca de 100 espécies perdidas no tempo desde a colonização e absolutamente temos que mudar isso”, disse a ministra. “Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, continuaremos obtendo os mesmos resultados.”
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