Meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário, é de 3,5% e será considerada cumprida se ficar entre 2% e 5%. BC previa inflação em 8,8% ao final deste ano; agora, caiu para 5,8%. O Banco Central informou nesta quinta-feira (28) que revisou de 8,8%, em junho, para 5,8% sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, para este ano. A informação consta no relatório de inflação do terceiro trimestre.
A redução da estimativa de inflação em 2022 coincide com o corte de impostos sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica. Esses produtos por si só já impactam a inflação. Além disso, influenciam indiretamente os preços de outros itens.
Além da redução de tributos, a forte desaceleração do nível de atividade mundial também tem contribuído para a queda da inflação ao impactar para baixo os preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos) – com reflexos no mercado interno.
Para o mercado financeiro, segundo pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 bancos, a inflação deverá somar 5,88% em 2022. Foi a primeira vez desde março que a estimativa ficou abaixo de 6%.
Com isso, segundo o Banco Central, passou a haver uma probabilidade, embora ainda pequena, de que a meta de inflação de 2022, definida em 3,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com intervalo de tolerância de 2% a 5%, possa ser cumprida.
Para tentar cumprir a meta, o Banco Central se utiliza do seu principal instrumento: a taxa básica de juros, atualmente no maior patamar em seis anos. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia.
Em junho, a instituição avaliava que a probabilidade de o IPCA ficar acima do teto de 5% neste ano, cumprindo a meta de 2022, era “próximo de 100%”. No relatório de inflação divulgado nesta quinta, o BC informou que a chance de estouro da meta caiu para 93%, ou seja, há 7% de possibilidade de a meta ser cumprida.
Cenário para 2023
Para o ano de 2023, entretanto, cresceu a probabilidade de estouro da meta de inflação. De acordo com o BC, a possibilidade de estouro da meta passou de 29%, em junho deste ano (no último relatório de inflação) para um valor “em torno de 46%” agora em setembro.
Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.
A instituição informou que sua estimativa para o IPCA de 2023 passou de 4%, em junho deste ano, para 4,6% no documento divulgado hoje.
Assim como neste ano, a estimativa considera as taxa de juros e de câmbio previstas pelo mercado financeiro, e o preço do petróleo estimado pelos analistas para os próximos seis messes.
Os economistas do mercado financeiro estimaram, na última semana, que o IPCA somará 5% no ano que vem.
Inflação e juros
De acordo com o BC, a inflação ao consumidor surpreendeu para cima, reiteradas vezes, entre o terceiro trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2022 (até junho).
“O aumento da inflação não se deve exclusivamente a fatores temporários, tendo em vista o aumento conjunto dos núcleos de inflação [que expurgam fatores temporários], sugerindo a existência de componentes persistentes nesse movimento”, acrescentou.
Segundo a instituição, vários fatores costumam ser citados para justificar a alta da inflação, como gargalos nas cadeias produtivas globais, que geraram desequilíbrios entre a demanda e a oferta de insumos, forte elevação dos preços das “commodities” (produtos básicos, com petróleo e alimentos), e as mudanças nas bandeiras de energia elétrica de escassez hídrica.
Para combater a alta dos preços, o BC vem elevou a taxa básica de juros de 2% ao ano, em março de 2021, para 13,75% ao ano em agosto deste ano — interrompendo o processo de aumento somente em setembro. Foi o maior e mais longo ciclo de alta dos juros em 23 anos.
Como a elevação dos juros demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia, a instituição agora aguarda para ver os efeitos dos aumentos realizados nos últimos anos. A expectativa é de que eles terão “impacto acumulado na economia”, que deverão ficar “mais claros nos indicadores de atividade ao longo do segundo semestre”.
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