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Home»Mundo»‘Quero um pedido de desculpas antes de morrer’, diz idosa sul-coreana obrigada a trabalho forçado no Japão
Mundo

‘Quero um pedido de desculpas antes de morrer’, diz idosa sul-coreana obrigada a trabalho forçado no Japão

uesleiiclone8By uesleiiclone8fevereiro 25, 2023Nenhum comentário3 Mins Read
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‘quero-um-pedido-de-desculpas-antes-de-morrer’,-diz-idosa-sul-coreana-obrigada-a-trabalho-forcado-no-japao
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Governo sul-coreano tenta a todo custo resolver uma desavença histórica entre Coreia do Sul e Japão, mas cenário é complexo e exige cautela das autoridades. Idosa sul-coreana diz que foi obrigada a trabalhos forçados desde a adolescência para a fábrica de aviões da Mitsubishi em Nagoya, no Japão. (foto ilustrativa) O governo sul-coreano oferece indenizações por meio de uma fundação pública nacional, sem obrigar as empresas japonesas a pagarem por suas práticas.
REUTERS/Kyodo
O governo sul-coreano tenta a todo custo resolver uma desavença histórica entre a Coreia do Sul e o Japão. Porém, encerrar as divergências entre os dois países e melhorar as relações entre Seul e Tóquio passa por reparações e pedidos de desculpas que as vítimas sul-coreanas ainda esperam de empresas e do governo japonês pela violência cometida durante a colonização do país, entre 1910 e 1945.
As autoridades sul-coreanas apresentaram um plano para indenizar essas vítimas, mas algumas se recusam a aceitar e exigem um pedido de desculpas formal das autoridades e de empresas japonesas.
É o caso de Yang Geum-deok, que aos 94 anos ainda se lembra do dia em que foi “convidada” por seu professor para ir estudar no Japão. Aos 14 anos, essa sul-coreana deixou o seu país natal, mas não para ir à faculdade. Ela afirma ter sido forçada a trabalhar em uma fábrica de aeronaves.
“Assim como eu, 138 mulheres da minha província de Jeolla foram forçadas a ir para o Japão para trabalhar na fábrica da Mitsubishi, em Nagoya. Não tive a menor chance de estudar, trabalhei quase até a morte e, quando voltei para casa, não tinha recebido salário pelo meu trabalho”, denuncia.
Oito décadas depois, as feridas do passado ainda não cicatrizaram. Em 2018, o Supremo Tribunal sul-coreano obrigou a Mitsubishi a indenizar a idosa, mas a empresa japonesa se recusa a pagar.
Plano de compensação é criticado
Um plano de compensação para as vítimas, anunciado pelo governo sul-coreano no mês passado e que oferece financiamento por meio de uma fundação pública nacional, está longe de ser uma unanimidade entre as vítimas, uma vez que não obriga as empresas japonesas a pagarem pelo que fizeram.
“Quero receber um pedido de desculpas de meus agressores antes de morrer”, pede Yang Geum-deok.
“O que eu experimentei até agora é injusto. E por que a Mitsubishi, que me obrigou a trabalhar e me impediu de estudar, continua me fazendo trabalhar? Tudo o que eu quero agora é um pedido de desculpas sincero”, completa.

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