
Diferentemente de seu vizinho, a Síria ainda busca por ajudas antes de começar reconstrução. Um homem senta-se sobre os escombros, após um terremoto mortal na cidade de Harem, na Síria
Emilie Madi/REUTERS
A Turquia voltou seu foco, nesta quarta-feira (15), para a reconstrução e o reinício. Ancara pediu para que cidadãos que foram atingidos pelo terremoto voltassem para suas casas caso essas tenham sido consideradas seguras pelos bombeiros do país.
No noroeste da vizinha Síria, controlado pela oposição, que já sofria com mais de uma década de bombardeios, o terremoto deixou muitas famílias cansadas da guerra se virando sozinhas em meio aos escombros, com a ajuda internacional chegando lentamente.
O número combinado de mortos nos dois países subiu para mais de 41 mil, e milhões precisam de ajuda humanitária, com muitos sobreviventes desabrigados em temperaturas quase congelantes no inverno, e os resgates agora são poucos e distantes entre si.
Segundo o último balanço divulgado, 35.418 pessoas morreram na Turquia enquanto 5.814 foram vitimadas na Síria.
Pessoas recolhem itens em escombros na província de Hatay, Turquia
Eloisa Lopez/REUTERS
Segundo o ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, cerca de metade dos edifícios da cidade de Hatay estão inabitáveis.
“Queremos que os cidadãos rastreiem o status de seus prédios no sistema online e voltem aos prédios que recebem relatórios de construção segura do ministério de urbanização”, disse o ministro do Turismo, Nuro Ersoy.
“Vamos demolir rapidamente o que precisa ser demolido e construir casas seguras”, tuitou o ministro do Meio Ambiente e Urbanização, Murat Kurum.
Na noite de terça-feira, o presidente turco, Tayyip Erdogan, prometeu continuar com os esforços de resgate e recuperação, depois que nove foram retirados dos escombros naquele dia.
Mulher de 77 anos é resgatada com vida 212 horas após terremoto na Turquia
Já nesta quarta-feira uma mulher de 42 anos foi resgatada dos escombros em Kahramanmaras, no sul do país, quase 222 horas depois do primeiro tremor.
10 horas mais cedo, uma outra mulher, essa de 77 anos, foi resgatada em Adiyaman (vídeo acima).
Mas as autoridades da ONU disseram que a fase de resgate está chegando ao fim, com o foco voltado para abrigo, alimentação e educação.
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