
Modrow assumiu o governo da Alemanha Oriental quatro dias após a queda do Muro de Berlim, o marco que separou a cidade em duas durante 28 anos. Hans Modrow, o último primeiro-ministro da Alemanha Oriental, em foto de 2015
Fabrizio Bensch/Reuters
Hans Modrow, o último primeiro-ministro da antiga Alemanha Oriental, morreu aos 95 anos neste sábado (11).
O partido de Modrow, o Die Linke (A Esquerda, o partido que sucedeu o Partido Comunista da Alemanha Oriental) emitiu uma nota para anunciar a morte. “O Partido perde uma personalidade importante”, afirma o texto.
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Modrow assumiu o governo da Alemanha Oriental quatro dias após a queda do Muro de Berlim, o marco que separou a cidade em duas durante 28 anos.
Há 30 anos Alemanha vivia a queda do muro de Berlim
Quando ele se tornou primeiro-ministro, afirmou que ajudaria a transformar a Alemanha Oriental em uma democracia em um governo de transição liderado pelos comunistas.
O líder que o antecedeu foi forçado a sair quando manifestantes em toda a Alemanha Oriental foram às ruas para pedir democracia e liberdade. No fim dos anos 1980, a Europa Oriental vivia uma onda de manifestações para pedir mudanças nos regimes dominados pelos soviéticos. O líder da União Soviética da época, Mikhail Gorbachev, permitiu as manifestações e não intercedeu.
Modrow anunciou a primeira e única eleição livre na Alemanha Oriental (oficialmente, o nome do pais era República Democrática Alemã) em março de 1990.
Embora ele tenha realizado reformas, ele foi acusado por oponentes de tentar atrasar a mudança política e a reunificação, que ocorreu em outubro de 1990.
Ele também foi criticado por uma tentativa de manter a Stasi, a polícia que vigiava e espionava a população, simplesmente mudando o nome da entidade.
Em 1993, Modrow foi considerado de fraude eleitoral em uma eleição municipal que havia ocorrido em maio de 1989, mas ele não foi preso e disse que as acusações tinham motivação política.
Ele foi deputado no Parlamento alemão de 1990 a 1994, por um partido que era um precursor do Die Linke chamado PDS, e foi membro do Parlamento Europeu de 1999 a 2004.
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