
Anúncio foi feito pela chanceler francesa, Catherine Colonna, em visita ao Brasil. Laços entre países foram estremecidos após crise ambiental e comentários machistas sobre esposa de Macron. Chanceleres Mauro Vieira (Brasil) e Catherine Colonna (França) em reunião no Itamaraty
Geovana Melo/TV Globo
O presidente da França, Emmanuel Macron, deve vir ao Brasil ainda neste semestre para participar da Cúpula da Amazônia – reunião que vem sendo articulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os países que têm território no bioma.
O anúncio foi feito pela ministra dos Negócios Estrangeiros da França, Catherine Colonna, que está no Brasil e se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta quarta-feira (8).
A França é considerada um país amazônico em razão da Guiana Francesa, território ultramarino francês com vastas áreas de floresta tropical.
“O presidente está muito feliz em vir ao Brasil. A data poderia ser – eu disse no condicional – poderia ser na Cúpula da Amazônia”, disse a chanceler francesa.
Desde o final do ano passado, já havia uma expectativa de Macron vir ao Brasil para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para negociações bilaterais.
Apesar do anúncio, as datas da cúpula ainda não estão definidas. Segundo o ministro Mauro Vieira, o evento deve ocorrer até o meio do ano.
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Aproximação Brasil-França
Em novembro passado, após as eleições, Lula e Macron se reuniram no Palácio do Eliseu, residência oficial do chefe de Estado francês.
A pauta da conversa incluiu a urgência climática e questões globais como a fome e a pobreza, além da integração entre a União Europeia e a América Latina – assuntos que devem se repetir na visita do presidente francês ao Brasil.
O encontro desta quarta-feira, da chanceler Catherine Colonna com o ministro Mauro Vieira, marca a retomada da parceria estratégica entre França e Brasil.
As relações entre os países ficaram estremecidas durante o governo Bolsonaro, devido a questões ambientais, como o aumento do desmatamento e o garimpo ilegal na Amazônia, e diplomáticas – como os comentários ofensivos de Bolsonaro e do então ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a mulher de Macron.
Com o comprometimento do novo governo a dar mais atenção para pautas ambientais, a França apoia o acesso do Brasil a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
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