Governo vê sinalização de melhora na relação do governo com Banco Central após ata ‘mais amena’ do Copom
A ata do Copom divulgada na manhã desta terça-feira (7) foi vista por integrantes da área econômica como “amena” e a sinalização esperada para a melhora das relações entre o Banco Central e o governo Lula, avaliaram ao blog interlocutores do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Nos últimos dias, o presidente do Banco Central esteve sob ataque direto do presidente por conta da manutenção da taxa de juros em 13,75% e, em especial, pelo comunicado do BC indicando que não haverá espaço para queda da Selic em 2023.
Lula x Banco Central: entenda as críticas do presidente e os efeitos da ‘briga’
Em evento ontem, no Rio, Lula disse que a Selic em 13,75% é “uma vergonha”. À noite, Haddad também afirmou que o Banco Central deveria ter reconhecido o pacote de medidas lançado em janeiro pela Fazenda, que tem como objetivo melhorar as condições fiscais do país, reduzindo o déficit projetado para este ano.
Na ata do Copom, o pacote é citado como um possível atenuante da situação fiscal delicada. Mas o documento também fala na necessidade de um aperto mais prolongado para conter a inflação no final de 2023 e também em 2024.
Segundo um integrante do governo, a ata desta terça “é o sinal que se esperava de Roberto Campos Neto”, em referência ao presidente do Banco Central.
Economistas avaliam que a redução dos juros, para não piorar a inflação, deve ser acompanhada de melhorias na economia. O governo precisa dar sinais positivos ao mercado e aos investidores – por exemplo, garantindo responsabilidade fiscal e segurança jurídica.
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