
Há duas muçulmanas no Congresso dos EUA, e Ilhan Omar é uma delas. Ex-refugiada da Somália e eleita por um distrito do estado de Minnesota, Ilhan é a terceira congressista democrata expulsa de um comitê parlamentar neste ano. Ilhan Omar, deputada muçulmana do Congresso de Representantes dos EUA
Tom Brenner/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que é dominada por políticos do Partido Republicano, aprovou nesta quinta-feira (2) uma moção para expulsar do Comitê de Relações Exteriores a deputada democrata Ilhan Omar.
Omar é acusada pelos republicanos de ter feito comentários antissemitas. Em 2012, cinco anos antes de ser eleita, ela disse que Israel havia “hipnotizado o mundo” e pediu para que as pessoas abrissem os olhos para as “más ações” de Israel.
Ela também sugeriu que os republicanos apoiam os israelenses em troco de doações de um grupo que faz lobby a favor de Israel. A deputada pediu desculpas em 2019. A congressista de Minnesota diz que não sabia, em 2012, que seus comentários se enquadravam em estereótipos antissemitas.
Há duas muçulmanas no Congresso dos EUA, e Ilhan Omar é uma delas. Ex-refugiada da Somália e eleita por um distrito do estado de Minnesota, Ilhan é a terceira congressista democrata expulsa de um comitê parlamentar neste ano.
“Sou muçulmana, imigrante e, coincidentemente, venho da África. Alguém se surpreende que estejam me atacando? Que, de alguma forma, eu seja considerada indigna de falar sobre a política externa americana?”, afirmou Omar no Congresso.
Presidente da Câmara é republicano
Durante sua campanha para presidir a Câmara dos Representantes, o republicano Kevin McCarthy prometeu expulsar congressistas democratas de comitês parlamentares. Segundo ele, os democratas abriram precedentes quando detinham a maioria das cadeiras na Câmara, ao expulsarem de alguns comitês os deputados Marjorie Taylor Greene e Paul Gosar, que eram acusados de incitar a violência contra seus adversários políticos.
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