A decisão foi tomada depois de dois casos que provocaram fortes reações no país. Isla Bryson foi condenada por estuprar duas mulheres em 2016 e 2019, antes de sua transição de gênero. O governo escocês anunciou, neste domingo (29), que vai suspender a transferência para presídios femininos de qualquer preso transgênero com antecedentes de violência contra as mulheres, inclusive violência sexual, e determinou uma revisão “urgente” das práticas atuais.
A decisão foi tomada depois de dois casos que provocaram fortes reações no país.
Na terça-feira (24), uma detenta trans, Isla Bryson, foi condenada por estuprar duas mulheres em 2016 e 2019, antes de sua transição de gênero.
Ela foi inicialmente reclusa em um presídio feminino, à espera de uma decisão sobre sua condenação e finalmente foi transferida para uma prisão masculina.
O ministro escocês da Justiça, Keith Brown, disse compreender o clamor público e espera que as medidas anunciadas neste domingo “tranquilizem o serviço penitenciário quanto à capacidade de (…) garantir a segurança” de todos os presos.
“Não devemos permitir de forma alguma que se cristalize a ideia de que as mulheres trans são uma ameaça inerente às mulheres (cisgênero)”, afirmou.
“São os homens predadores os que representam um risco para as mulheres”, acrescentou. “Como qualquer grupo da sociedade, um pequeno número de mulheres delinguem e são encarceradas”, disse o ministro.
As pessoas trans representam 0,2% da população prisional escocesa.
Segundo veículos de comunicação britânicos, Tiffany Scott, outra mulher transgênero em prisão perpétua após assediar com cartas enviadas de sua cela uma menina de 13 anos, obteve a transferência a um presídio feminino.
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