
Neste sábado peruanos voltaram às ruas da capital Lima, em onda de manifestações que já ultrapassa seis semanas. Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru.
REUTERS/Pilar Olivares
Manifestantes e policiais entraram em confronto neste sábado (28), em mais uma noite de protestos no país. Durante o dia, as manifestações também tomaram a capital do país, Lima. Os manifestantes exigem a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte.
Na manhã deste sábado a presidente do Peru, Dina Boluarte, lamentou a rejeição do Congresso ao adiantamento das eleições para este ano e pediu ao Poder Legislativo para “abrir o caminho para uma saída da crise”.
O Peru vive uma grave crise política desde a destituição e prisão, em 7 de dezembro, do presidente socialista Pedro Castillo, acusado de tentativa de golpe por querer dissolver o parlamento, que se preparava para votar um impeachment contra ele e tirá-lo do poder.
As autoridades contabilizam 88 bloqueios de estradas em oito das 25 regiões do Peru. Os bloqueios levaram à escassez de mantimentos. O total de mortos desde o início das manifestações já chega a pelo menos 56 pessoas.
A crise reflete o fosso entre a capital e as províncias pobres, em especial a região sul andina, que apoiaram Castillo e viram sua eleição como uma revanche pelo que consideram ser o desprezo de Lima.
Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru
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A proposta de antecipar as eleiões – apresentada pelo congressista fujimorista Hernando Guerra García, do partido de direita Fuerza Popular (FP) – foi derrotada por 65 votos a 45. Com isso, a próxima eleição no país está mantida para abril de 2024.
Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru.
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A esquerda, no entanto, insistiu que a proposta também deveria incluir um referendo sobre a Assembleia Constituinte, que é rechaçada por um amplo espectro da política peruana, e outros partidos denunciaram uma suposta manobra para tirar proveito eleitoral por parte do Fuerza Popular, legenda da ex-candidata presidencial Keiko Fujimori.
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