
Os influencers vendem dois produtos financeiros: o NFT ‘Animoon’ e o canal de negociação ‘Blatagang’, no qual milhares dos seus seguidores têm investido, sem conseguir os ganhos prometidos. Imagem de redes sociais de Marc Blata
Reprodução/marc_blata
Uma ação coletiva foi iniciada na Justiça francesa por dezenas de pessoas que acreditam ter sido enganadas ao investir em produtos financeiros promovidos por influenciadores digitais. A informação foi divulgada pelo advogado da acusação nesta segunda-feira (23).
Duas denúncias coletivas, que reúnem 88 queixas conjuntas, principalmente por “fraude” e “quebra de confiança” foram apresentadas sexta-feira (20) ao procurador de Paris, disse o advogado Alexandre Dacos em coletiva de imprensa.
As denúncias visam principalmente as práticas de um casal de influenciadores, Marc e Nadé Blata, e uma rede que atua junto com eles. Contactados pela AFP, o casal de influenciadores não respondeu.
As queixas correspondem à venda e promoção pelos Blata de dois produtos financeiros: o NFT “Animoon” e o canal de negociação “Blatagang”, no qual milhares dos seus seguidores têm investido, sem conseguir os ganhos prometidos, segundo o advogado.
Marc Blata em imagem publicada em redes sociais
Reprodução/marc_blata
De acordo com Dacos, o prejuízo total dos envolvidos está estimado em € 6,3 milhões e “milhares de investidores perderam desde algumas centenas a € 100 mil” nestes dois projetos.
Puxada de tapete
O advogado da empresa Ziegler & Associés, especializada em golpes criptográficos, diz que se trata de um esquema bastante comum, conhecido como “puxada de tapete”. Ele envolve um programador que atrai, muitas vezes com a ajuda de influenciadores, investidores para um novo projeto de criptomoeda. Em seguida, ele se retira antes que o projeto seja construído, deixando os investidores com uma moeda sem valor.
Marc Blata, com mais de 4 milhões de inscritos no Instagram e atuante na promoção desses produtos, conquistou notoriedade nas redes sociais com revelações sobre o mundo dos reality shows, das estrelas do rap ou do futebol.
O procedimento é “inédito”, segundo o Coletivo AVI, que atua ajudando vítimas de influenciadores e que iniciou o processo. Em um comunicado, a associação indica que quer “alertar o público sobre os perigos de promoções de certos “famosos sem escrúpulos”, “apontar a passividade das plataformas” e também incentivar outras vítimas a denunciar.
Trending
- Faturamento da indústria cai 3,5% em agosto, informa CNI
- Estudantes fazem ato no Rio de Janeiro em defesa de voto em Lula
- STF retira crédito presumido do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins
- Espetáculo “Da Missa ao Corpo” leva memória e improvisação ao palco do TCS
- MCMV: Sehab divulga quarta lista de compatíveis para os Residenciais Montenegro I e II
- ANP espera leiloar mais de 320 blocos de petróleo nesta quarta
- OEA elogia eleição no Brasil, mas aponta preocupação com desinformação
- Com sete ouros, Brasil lidera Open das Américas de halterofilismo
