
A líder política afirmou que não vai se candidatar a um terceiro mandato de primeira-ministra. Jacinda Ardern
REUTERS/Praveen Menon
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou na TV de seu país na quarta-feira, 18 (terça-feira no Brasil) que ela não vai se candidatar à reeleição e que deverá renunciar até o começo de fevereiro.
Ardern disse que ainda acredita que o Partido Trabalhista da Nova Zelândia vencerá as próximas eleições, marcadas para outubro deste ano.
“Embora eu não vá disputar a eleição, sei que as questões que mais afetam os neozelandeses continuarão sendo o foco do governo durante este ano e nas eleições”, disse Ardern.
Ela afirmou que já não tem mais combustível para seguir na carreira. A política de 42 anos disse que o tempo em que ela esteve no cargo (quase seis anos) foram desafiadores e cobraram um preço.
“Neste verão, eu esperava encontrar uma maneira de me preparar não apenas para mais um ano, mas para outro semestre, porque é isso que este ano exige. Eu não fui capaz de fazer isso”, afirmou ela.
Os próximos passos serão os seguintes:
Jacinda vai deixar o cargo de líder do Partido Trabalhista até o dia 7 de fevereiro;
Os membros do Partido Trabalhista da Nova Zelândia vão votar para escolher um novo líder (que também vai ocupar o cargo de primeiro-ministro até outubro);
Em outubro haverá eleições gerais para o Parlamento.
Jacinda foi vitoriosa em duas eleições no país. Na primeira vez, em 2017, ela tinha 37 e se tornou a mais jovem líder de um país, de acordo com a BBC. A última vitória foi em 2020. Veja abaixo uma reportagem sobre a segunda eleição dela, em 2020.
Jacinda Ardern consegue reeleição histórica na Nova Zelândia
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