Atual presidente do G7, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse aos líderes do grupo que há um ‘forte sentimento de crise de segurança para o Leste Asiático’ – e que a situação do Japão é especialmente grave. Coreia do Norte aumenta volume de exercícios militares com lançamento de mísseis
“A Ásia pode ser a Ucrânia de amanhã”, alertou o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, nos Estados Unidos neste sábado (14), no final de uma viagem aos países membros do G7.
Kishida concedeu, em entrevista coletiva que transmitiu aos líderes do G7 – formado por Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão -, seu “forte sentimento de crise de segurança para o Leste Asiático”.
“A lição a ser aprendida (do conflito da) Ucrânia (com a Rússia) é que a segurança da Europa e a da região do Indo-Pacífico são inseparáveis”, disse ele à mídia, um dia após seu encontro com o presidente dos EUA, Joe Biden.
Kishida, cujo país preside o G7 este ano, viajou em uma semana para cada um dos Estados-membros, exceto a Alemanha, devido a um problema de agenda.
“A situação do Japão é cada vez mais grave, entre as tentativas de alterar à força o status quo no Mar da China Oriental e no Mar da China Meridional, e o empenho da Coreia do Norte nas atividades nucleares e no lançamento de mísseis”, alegou o governante.
Coreia do Norte testa míssil capaz de atingir os EUA
Ele se referiu ao esforço da China para aumentar seu controle sobre uma faixa de mar disputada naquela região, que gera atrito com Japão, Filipinas e Vietnã.
Por outro lado, a região também está em suspense devido às tensões em torno de Taiwan, uma ilha autônoma que Pequim considera uma província rebelde pertencente ao seu território.
A chegada de Kishida a Washington ocorre após anunciar que dobrará seus gastos com defesa nos próximos cinco anos.
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