
O presidente russo, Vladimir Putin, havia ordenado uma pausa nos combates para a comemoração do Natal Ortodoxo. Cidade de Bakhmut após ataques durante o cessar-fogo autodeclarado da Rússia em 7 de janeiro de 2023
Clodagh Kilcoyne/REUTERS
O bombardeio russo de regiões no leste da Ucrânia matou pelo menos duas pessoas, disseram autoridades locais neste domingo (8), depois que Moscou encerrou um autodeclarado cessar-fogo de Natal e prometeu continuar com o combate até alcançar uma vitória sobre seu vizinho.
O presidente Vladimir Putin ordenou um cessar-fogo de 36 horas ao longo da linha de contato a partir de sexta-feira ao meio-dia para observar o Natal ortodoxo da Rússia e da Ucrânia, que caiu no final do sábado.
A Ucrânia rejeitou a trégua, e o estado-maior das forças armadas ucranianas disse que as tropas russas bombardearam dezenas de posições e assentamentos ao longo da linha de frente ainda no sábado.
Soldado ucraniano fica de pé do lado de prédio destruído na região de Donetsk
Anna Kudriavtseva/REUTERS
Um homem de 50 anos morreu na região nordeste de Kharkiv como resultado do bombardeio da Rússia durante a noite, disse Oleh Synehubov, governador da região, no aplicativo de mensagens Telegram.
Uma pessoa foi morta em outro ataque durante a noite em Soledar, na região leste de Donetsk, disseram autoridades locais.
Pavlo Kyrylenko, governador de Donetsk, disse que houve nove ataques com mísseis na região durante a noite, incluindo sete na cidade devastada de Kramatorsk.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião em Moscou no dia 3 de janeiro de 2023
Sputnik/Aleksey Babushkin/Kremlin via REUTERS
A maioria dos cristãos ortodoxos ucranianos celebra tradicionalmente o Natal em 7 de janeiro, assim como os cristãos ortodoxos na Rússia. Mas este ano, a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, a maior do país, também permitiu uma celebração em 25 de dezembro. Ainda assim, muitos observaram o feriado no sábado, reunindo-se em igrejas e catedrais.
O Kremlin disse que Moscou vai prosseguir com o que chama de “operação militar especial” na Ucrânia, uma invasão que lançou em 24 de fevereiro e que Kyiv e seus aliados ocidentais chamam de agressão não provocada para tomar terras.
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