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Home»Mundo»Netanyahu volta ao poder com o governo mais à direita que Israel já teve
Mundo

Netanyahu volta ao poder com o governo mais à direita que Israel já teve

uesleiiclone8By uesleiiclone8dezembro 30, 2022Nenhum comentário4 Mins Read
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‘Rei Bibi’ foi empossado nesta quinta-feira como primeiro-ministro, pouco mais de um ano depois de perder o cargo. Desta vez, ele fez aliança com dois partidos ultraortodoxos e três de extrema direita. Netanyahu brinda logo após ser empossado como primeiro-ministro nesta quinta (29)
Reuters/Ariel Schalit
Benjamin Netanyahu foi empossado nesta quinta-feira (29) como primeiro-ministro de Israel, apenas um ano após sua saída e depois de conquistar a confiança dos deputados de seu novo governo, o mais à direita da história do país.
Um total de 63 dos 120 membros do parlamento votaram a favor do governo de Netanyahu, composto por seu partido, o Likud (direita), por dois partidos ultraortodoxos e três de extrema direita.
Leia também: Netanyahu sacramenta 6º mandato em sociedade com fundamentalistas
Vencedor das eleições legislativas de 1º de novembro, Netanyahu apresentou sua equipe ministerial aos deputados pela manhã, antes de um voto de confiança no Parlamento, onde sua coalizão tem a maioria das cadeiras.
Netanyahu anunciou o ex-ministro da Inteligência Eli Cohen como chefe da diplomacia. Na quarta-feira (28), já havia informado que Yoav Gallant, um ex-oficial próximo ao movimento pró-assentamentos na Cisjordânia ocupada, ficaria com a pasta da Defesa.
O ministro Amir Ohana foi eleito o novo presidente do Knesset, a primeira vez que um deputado abertamente gay ocupa este cargo no país.
Netanyahu volta ao poder com governo mais conservador da história de Israel
A missão do governo será “frustrar os esforços do Irã para adquirir um arsenal nuclear, garantir a superioridade militar de Israel na região e ampliar o círculo de paz” com os países árabes, disse Netanyahu ao Parlamento.
Autoridades da área de segurança expressaram preocupação com o novo governo, assim como os palestinos e algumas capitais ocidentais.
“É um governo dos sonhos para os aliados de Netanyahu”, disse o presidente do Israel Democracy Institute, Yohanan Plesner, à AFP.
“E o sonho de um lado é o pesadelo do outro”, afirmou. “Espera-se que este governo leve o país a uma trajetória completamente nova”, acrescentou.
Netanyahu, de 73 anos, é o político que por mais tempo liderou o governo de Israel, com 15 anos divididos em dois mandatos (1996-1999 e 2009-2021).
Pressionado por acusações de corrupção, deixou o poder em 2021, dando lugar a uma coalizão eclética de políticos de esquerda, centristas e partidos árabes liderada por Naftali Bennett e Yair Lapid.
Após as eleições, Netanyahu começou a negociar com partidos ultraortodoxos e de extrema direita, como o Partido Sionista Religioso, de Bezalel Smotrich, e o Poder Judaico, de Itamar Ben Gvir, ambos com um histórico de declarações explosivas contra os palestinos.
No novo governo, Smotrich assumirá o Ministério da Fazenda e será responsável pela política de colonização na Cisjordânia. Ben Gvir será ministro da Segurança Nacional e controlará a polícia que opera na Cisjordânia, ocupada desde 1967.
Concessões
Mesmo antes de assumir o governo, a maioria parlamentar aprovou leis para permitir que Aryeh Deri, um importante aliado do partido ultraortodoxo Shas, exercesse o cargo de ministro, apesar de ter admitido crimes fiscais.
Decidiram também ampliar os poderes do Ministério da Segurança Nacional.
Neste contexto, o procurador-geral Gali Baharav-Miara alertou para o risco “de politização das forças de ordem”.
Aliado de Israel, os Estados Unidos também alertaram que se oporiam a uma expansão dos assentamentos, ou a qualquer tentativa de anexação da Cisjordânia. Ainda assim, o Likud indicou em seu programa de governo, divulgado na quarta-feira, que promoverá os assentamentos nessa região.
Cerca de 475.000 colonos judeus vivem em assentamentos considerados ilegais pelo Direito internacional.
‘Escalada’
Essas concessões podem incendiar a volátil situação entre israelenses e palestinos.
Ben Gvir visitou várias vezes a Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã. Sob um “status quo” histórico, os não muçulmanos podem visitar o local, mas não orar.
“Se Ben Gvir, como ministro, for à Esplanada das Mesquitas, será uma enorme linha vermelha”, disse Basem Naim, uma autoridade do movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Israel e o Hamas travaram uma guerra em maio de 2021. E, em agosto deste ano, outros grupos militantes em Gaza trocaram foguetes e mísseis durante três dias com as forças israelenses.
Na Cisjordânia, a violência aumentou, e muitos temem mais problemas.

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