
Estima-se que 300 bebês tenham sido retirados de pais que foram mortos pela ditadura e entregues a famílias simpáticas ao regime que acabou em 1983. Estela de Carlotto, presidente da ONG Avós da Praça de Maio, localizou o neto desaparecido durante a ditadura na Argentina
Marcos Brindicci/Reuters
A organização Avós da Praça de Maio, da Argentina, anunciou nesta quinta-feira (22) que descobriu a identidade de uma pessoa que foi retirada de seus pais biológicos pela última ditadura militar do país (1976 a 1983).
Ainda não há informações sobre o neto descoberto nesta quinta-feira.
Esse é o 131ª descoberto pela associação.
As pessoas que são descobertas geralmente têm a mesma história: os pais foram presos pela ditadura, e os militares tiraram a criança da mãe para entregá-la a alguma família simpática ao regime. Como a maioria dos pais foram assassinados pela ditadura, coube às avós procurar o paradeiro de seus netos.
Estima-se que cerca de 300 pessoas, hoje todas adultas, vivam com identidades falsas.
A líder das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, é uma das principais ativistas de direitos humanos da Argentina. Ela encontrou o próprio neto em 2014.
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