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Home»Economia»São Paulo, Rio e Brasília têm maiores quedas em participação no PIB nacional em 2020, primeiro ano da pandemia, diz IBGE
Economia

São Paulo, Rio e Brasília têm maiores quedas em participação no PIB nacional em 2020, primeiro ano da pandemia, diz IBGE

uesleiiclone8By uesleiiclone8dezembro 17, 2022Nenhum comentário6 Mins Read
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Nove municípios responderam por quase 25% do PIB nacional e 15,3% da população brasileira: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Osasco, Porto Alegre e Guarulhos. Em 2002, eram apenas quatro municípios. Cidade de São Paulo
Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo
Os cinco municípios com as maiores quedas de participação no PIB do Brasil, entre 2019 e 2020, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e São José dos Pinhais. Esses cinco municípios correspondiam a quase 20% do total do PIB do país em 2020. O levantamento foi divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (16).
Por outro lado, os cinco municípios com maiores ganhos foram Parauapebas e Canaã dos Carajás, ambos no Pará, além de Manaus-AM, Saquarema-RJ e Itajaí-SC.
“São Paulo e Rio de Janeiro já haviam sido as unidades da Federação que mais perderam participação nas contas regionais de 2020. A perda de participação da atividade de serviços foi fator determinante para esses resultados, em especial a atividade de comércio em um cenário de pandemia em 2020”, destaca Luiz Antonio de Sá, analista de Contas Regionais do IBGE.
O analista explica que Parauapebas e Canaã dos Carajás foram puxados pelo avanço da atividade de extração de minério de ferro. Já Manaus, que também seguiu a tendência de queda na atividade de serviços observada em outras capitais, teve seu resultado amenizado pelas indústrias de transformação, com destaque para a fabricação de equipamentos de informática.
Participação dos municípios no PIB nacional em 2020
IBGE
Pandemia impactou desempenho
O analista destaca ainda alguns dos principais impactos do primeiro ano da pandemia nos resultados dos municípios.
“Os resultados de 2020 evidenciam que os efeitos da pandemia sobre as economias municipais variaram de acordo com a importância das suas atividades de serviços, sobretudo as presenciais. Isso porque esses serviços agregam as atividades com as maiores quedas de participação no país, entre 2019 e 2020, sendo as mais afetadas pelas medidas de isolamento social e queda da demanda durante o ano”, explica Sá.
9 municípios respondem por 25% do PIB
Em 2020, nove municípios responderam por quase 25% do PIB nacional e 15,3% da população brasileira: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Osasco, Porto Alegre e Guarulhos.
Já 82 municípios com maiores PIBs representavam, aproximadamente, 50% do PIB total e 35,8% da população do país.
Em 2002, apenas quatro municípios, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, somavam cerca de 1/4 da economia nacional.
“Entre os 25 maiores municípios em valor de PIB, observamos uma redução de participação frente a 2002. Mesmo assim, vale destacar que o município de São Paulo, sozinho, representa quase 10% do PIB nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, que representa 4,4%. Percebemos ainda que entre os 14 municípios que não são capitais da lista, 12 fazem parte da região Sudeste, sendo nove deles paulistas, dois fluminenses e um mineiro”, informa Sá.
Veja abaixo os destaques da pesquisa
Em 2020, São Paulo concentrou 9,8% do PIB do país, queda de 0,5 ponto percentual frente a 2019
Além da capital paulista, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e São José dos Pinhais foram os municípios com maior perda de participação
Os cinco municípios que ganharam mais participação no PIB nacional foram Parauapebas, Canaã dos Carajás, Manaus, Saquarema e Itajaí
Nove municípios responderam por quase 25% do PIB nacional: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Osasco, Porto Alegre e Guarulhos
Dos 25 maiores PIBs municipais, 11 são capitais. Dos 14 restantes, 12 fazem parte do Sudeste: 9 em SP, 2 no RJ e 1 em MG
Cidade-região de São Paulo concentra 23,5% do PIB nacional, ante 9,9% para a Amazônia Legal e 5,4% para o Semiárido – as três regiões têm uma população em torno de 28 milhões de habitantes
Administração pública é a principal atividade econômica na maioria dos municípios da Amazônia Legal e Semiárido brasileiro
Na Cidade-região de São Paulo, predominam os demais serviços, excluindo-se comércio e administração pública
PIB per capita da região Centro-Sul supera a média
Os maiores valores do PIB per capita em 2020 são dos grandes centros urbanos do Centro-Sul e de algumas regiões com forte atividade agropecuária e pequena população, como a borda Sul da Amazônia Legal, na região central de Mato Grosso e municípios do sul de Goiás, leste de Mato Grosso do Sul, oeste baiano e no alto curso do Rio Parnaíba.
De acordo com o IBGE, o cálculo do PIB per capita dos municípios utiliza a população residente estimada por município, com data de referência em 1º de julho de 2020, enviada pelo instituto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
“Na lista dos maiores PIB per capita, percebemos municípios que não necessariamente têm as maiores participações no PIB do país, mas possuem uma combinação entre baixa participação populacional e indústrias concentradoras de capital, como extração de minério de ferro, hidrelétricas e indústrias de transformação”, diz o analista do IBGE.
Nas grandes concentrações urbanas, a maior razão do PIB per capita (que é o PIB per capita do local dividido pelo PIB per capita do Brasil, de R$ 35.935,74) é a da concentração urbana de Campinas/SP, seguida por Brasília/DF, São Paulo/SP, São José dos Campos/SP e Sorocaba/SP.
Ao longo da série histórica, as maiores razões do PIB per capita apresentaram redução relativa, convergindo para a média nacional. Em 2020, a redução da desigualdade regional do PIB per capita ocorreu também nas regiões do Semiárido, da Amazônia Legal e da Cidade-região de São Paulo.
O Semiárido brasileiro se estende pelos nove estados da região Nordeste e também pelo norte de Minas Gerais, totalizando 1.262 municípios. No total, ocupa 12% do território nacional e abriga cerca de 28 milhões de habitantes.
Em 2002, a razão do PIB per capita do Semiárido e da Amazônia Legal eram 0,32 e 0,58, respectivamente. Em 2019, o Semiárido apresentava razão de 0,40 e a Amazônia Legal, de 0,66. Em 2020, por sua vez, essa região apresentou índices de 0,41 e 0,75. A Cidade-região de São Paulo, por outro lado, correspondia a 1,85 do valor nacional em 2002, 1,66 em 2019 e, em 2020, cai para 1,61.

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