Segundo Mauro Vieira, presidente eleito também visitará Argentina e Estados Unidos, países que o convidaram para visita antes da posse, mas não houve ‘tempo hábil’ para viagem. O futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (14) que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, viajará para a China até março de 2023.
Está entre as prioridades do governo eleito, segundo o futuro chanceler, o reestabelecimento de pontes com diversos países, incluindo a China.
Lula também deve ir ao Estados Unidos e para a Argentina no início do seu mandato, informou Vieira.
“Presidente me instruiu a cuidar das primeiras viagens que ele terá ao exterior. Ele participará de reunião da Celac, que será na Argentina, e fará em seguida uma visita bilateral. Ele tinha sido convidado para uma visita antes da posse à Argentina, mas infelizmente não foi possível, não houve tempo hábil para essa visita se realizar”, afirmou.
“Da mesma forma que ele foi convidado para viajar aos Estados Unidos e não foi possível, mas irá, já está acertado, uma visita oficial ao Estados Unidos, da mesma forma que uma visita oficial à China, brevemente no início do seu mandato, nos próximos, nos primeiros três meses, no máximo, imagino”, completou.
Conferência do clima
O futuro chanceler informou, ainda, que Lula quer que o Brasil sedie a 30ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025.
“Já oferecemos [o Brasil para sede] formalmente, na ocasião [durante a COP27], e vamos tomar a partir de 1º de janeiro todas as medidas para que seja o Brasil o país-sede”, disse.
Lula, já como presidente eleito, participou da COP27, no Egito. Na época, ele já havia anunciado ao secretário-geral da ONU a intenção do Brasil sediar a COP30.
OCDE
Questionado se o Brasil continuará com o processo de adesão à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Vieira afirmou que vai avaliar.
“É um processo que já vem, que está adiantado. Vamos avaliar. Eu tenho certeza que há pontos muito positivos, importantes, que serão examinados e avaliados. Eu terei reuniões ainda sobre esse aspecto”, declarou.
A intenção do Brasil aderir à OCDE começou no governo Temer e se tornou uma prioridade do governo Bolsonaro.
Em janeiro, a OCDE fez o convite oficial para que o Brasil negociasse a entrada na entidade e, em outubro, o governo entregou um memorando inicial sobre o grau de alinhamento das legislações, das políticas e das práticas nacionais do Brasil aos padrões estabelecidos pela organização em 32 diferentes áreas.
Mercosul-União Europeia
Vieira falou também sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Disse que vai se inteirar sobre a situação das negociações, mas que o governo eleito pretende que o acordo avance.
“É um acordo muito importante, vamos retomar os contatos, saber como estão as negociações e creio que haverá um horizonte melhor, tendo em vista a política para meio ambiente já anunciada pelo presidente Lula, creio que isso pode destravar uma série de dificuldades”, avaliou o futuro ministro.
“Faremos o que for possível para avançar [com o acordo]”, complementou.
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