
A execução nos últimos dias de dois jovens de 23 anos em relação com os protestos gerou uma onda de condenação internacional. Irã executa a primeira pessoa condenada à morte por participar dos protestos contra o governo
A Justiça do Irã condenou 400 pessoas a penas de prisão de até dez anos por sua participação nos protestos após a morte de Mahsa Amini há quase três meses. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13).
Para as autoridades do Irã, as manifestações no país são distúrbios.
Em 16 de setembro, Mahsa Amini, uma iraniana de etnia curta de 22 anos, morreu sob custódia da polícia. A morte provocou um movimento de protesto sem precedentes no país. Ela foi presa por violar o código de vestimenta da República Islâmica.
Protesto em Teerã pela morte de Mahsa Amini, em setembro de 2022
West Asia News Agency/Via Reuters
“Durante as audiências sobre os manifestantes na província de Teerã, 160 pessoas foram condenadas a penas que variam de cinco a dez anos de prisão; 80 pessoas, a penas de dois a cinco anos; e 160 pessoas, a penas de até dois anos”, disse o chefe da Justiça em Teerã, Ali Alghasi-Mehr, citado pela Mizan Online, agência de notícias do Poder Judiciário.
A execução nos últimos dias de dois jovens de 23 anos em relação com os protestos gerou uma onda de condenação internacional.
Desde o início do movimento, milhares de pessoas foram presas. Em 3 de dezembro, a principal agência de segurança do Irã disse que mais de 200 pessoas morreram durante os protestos.
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