
Principal influência para a alta veio de setembro, com alta de 1,2% das vendas. PIB – Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado, 26 de novembro de 2022.
WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
O gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cristiano Santos, responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) atribuiu ao aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 a principal razão para o ganho acumulado de 1,7% do varejo nos meses de agosto, setembro e outubro.
Para o desempenho desses três meses, a principal influência para a alta veio de setembro, com alta de 1,2% das vendas. Nos demais meses, o movimento foi classificado pelo IBGE como estabilidade (0,2% em agosto e 0,4%) em outubro.
“O crescimento da massa de rendimento real e também uma deflação, uma inflação mais baixa, são fatores que contribuem para o crescimento de 1,7% nesses três meses. Mas o principal foi a entrada do Auxílio Brasil. Como o volume maior de crescimento [do varejo] foi em setembro, acaba aparecendo mais em setembro que nos outros meses”, afirma ele.
No mês de agosto, cita Santos, houve influência da política para a redução dos preços de combustíveis – com diminuição da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –, enquanto em setembro a maior influência veio do programa de transferência de recursos do governo. Em outubro, Santos mencionou o impacto do aumento da massa de rendimentos e do número de trabalhadores ocupados.
Terceira alta mensal consecutiva
As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram aumento de 0,4% em outubro em relação a setembro – terceira taxa positiva consecutiva. Já na comparação com outubro do ano passado, o setor registrou avanço de 2,7% nas vendas.
De acordo com o IBGE, cinco das oito atividades do comércio registraram aumento nas vendas na passagem de setembro para outubro.
Veja o resultado de cada uma das atividades comerciais pesquisadas:
Móveis e eletrodomésticos: 2,5%
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 2,0%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,0%
Combustíveis e lubrificantes: 0,4%
Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,2%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,4%
Tecidos, vestuário e calçados: -3,4%
Livros, jornais, revistas e papelaria: -3,8%
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