
Piauí e Sergipe são os únicos estados em que a coleta presencial foi dada como concluída. Em nível nacional, operação censitária só será concluída em janeiro. Recenseador faz questionário do Censo para moradora do Quilombo Vidal Martins
Tiago Ghizoni/NSC
A operação censitária em curso no Brasil já atingiu cerca de 80% da população, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o órgão, entre 1º de agosto e 5 de dezembro, foram recenseadas 168.018.345 pessoas, em 59.192.875 domicílios no país – este é o quarto balanço parcial do Censo 2022.
Saiba o que fazer caso não receba a visita de um recenseador
Do total de pessoas recenseadas, 48,4% eram homens e 51,6%, mulheres; 39,54% são do Sudeste, 29,43% do Nordeste, 14,76% no Sul, 8,79% no Norte e 7,44% no Centro-Oeste.
Segundo o IBGE, o estado mais adiantado, ou seja, com maior proporção de pessoas recenseadas em relação a população estimada, é o Piauí (96,2%), seguido por Sergipe (91,2%) e Rio Grande do Norte (89,8%). Os menos adiantados são Mato Grosso (65,9%), Amapá (66,9%) e Espírito Santo (70,67%).
“Já finalizamos a primeira etapa da coleta no Sergipe e no Piauí, que é quando se percorre o território do estado, visitando os endereços. Vamos agora iniciar o processo de recuperação das unidades domiciliares que foram registradas com moradores ausentes e aquelas que se recusaram a responder ao Censo”, esclareceu o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte.
PI foi o 1º a finalizar coleta presencial do Censo 2022 e contabilizou mais de 30 mil quilombolas
Considerando os 452.246 setores censitários urbanos e rurais do país, 427.689 estão sendo trabalhados (94,6% do total).
O estado mais adiantado em termos de percentual de setores trabalhados é o Piauí (99,96%), seguido por Rio Grande do Norte (99,65%) e Pernambuco (99,59%). Já os estados de Mato Grosso (84,05%), Acre (89,07%) e Roraima (90,48%) são os com menor percentual de setores trabalhados.
Distribuição da população recenseada entre 1º de agosto e 5 de dezembro
Reprodução/IBGE
Mais de 12,3 milhões em favelas
Neste quarto balanço do censo 2022, pela primeira vez o IBGE divulgou dados preliminares sobre a coleta de informações nos chamados “aglomerados subnormais”, como são chamadas as favelas. Até então, foram contabilizadas 12.337.295 pessoas vivendo nestes locais.
O IBGE define os aglomerados normais como “ocupações irregulares de terrenos para fins de habitação em áreas urbanas e que, em geral, são caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos básicos e localização em áreas restritas à ocupação”.
Além disso, 1.489.003 indígenas e 1.208.702 quilombolas já foram recenseados.
Distribuição, por UF, da população recenseada em áreas indígenas e quilombolas
Reprodução/IBGE
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