
Na véspera do início da Copa do Mundo no país do Golfo Pérsico, Gianni Infantino disse que países europeus também têm diversos problemas morais. Times como Alemanha e Dinamarca têm se manifestado contra a escolha do Catar como sede do mundial e apontado denúncias de descumprimento de direitos humanos e abuso de trabalhadores migrantes no país. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante entrevista à imprensa no Catar, em 19 de novembro de 2022.
Abbie Parr/ AP
A um dia do início da Copa do Mundo de 2022, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rebateu as críticas crescentes de países europeus à federação pela escolha do Catar como país sede. Infantino disse que a Europa também tem diversos problemas.
Desde que o Catar foi escolhido para sediar a competição, em 2010, a Fifa vem enfrentando críticas por eleger um país com histórico de desrespeito aos direitos humanos, pela repressão à comunidade LGBTQIA e pelo tratamento a trabalhadores migrantes que construíram estádios e a infraestrutura da Copa.
“O que nós, europeus, temos feito nos últimos 3.000 anos, devemos nos desculpar nos próximos 3.000 anos antes de começarmos a dar lições de moral às pessoas”, disse Infantino a centenas de meios de comunicação internacionais.
Infantino disse ainda que o Catar e a capital Doha estarão prontos para sediar a “melhor Copa do Mundo de todos os tempos”.
“Hoje me sinto do Catar”, disse Infantino. “Hoje me sinto árabe. Hoje me sinto africana. Hoje me sinto gay. Hoje me sinto um trabalhador migrante”.
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