Cidade no sul da China é um dos focos da atual onda de Covid-19 no país, que aplica uma dura política de isolamento e restrição de movimento de pessoas. Protestos, proibidos pelo governo chinês, se espalham pela cidade. Moradores de Guangzhou, na China, se revoltam contra política de ‘Covid zero’ no país
Revoltados contra as duras restrições à circulação de pessoas por conta da pandemia da Covid-19, moradores de Guangzhou, uma das maiores cidades do sul da China, se revoltaram e destruíram diversas instalações públicas nesta terça-feira (15).
Imagens que circulam pelas redes sociais – a maioria delas proibidas no país – mostram cidadãos locais derrubando barreiras que isolavam áreas da cidade onde o foco de casos de Covid-19 é maior, quebraram instalações para testagem da população e até viraram um carro da polícia.
Desde o início da pandemia, o governo chinês impõe aos moradores do país a uma política de tolerância zero, que prevê lockdowns totais e prolongados a regiões e até cidades inteiros com apenas um caso de contaminação confirmado. Em casos como o da cidade de Xangai, moradores foram, inclusive, impedidos de deixar seus prédios.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já criticou a chamada política de Covid zero do país, que retrucou e indicou que continuaria a adotá-la, apesar de os números de infecção da China sejam baixos para os padrões globais – novos casos domésticos subiram para 8.824 na quarta-feira.
Na segunda-feira (14), autoridade de Guangzhou pediram aos moradores que trabalhem em casa e determinaram uma série de restrições. Embora o governo local não tenham imposto um lockdown completo, moradores se revoltaram contra as novas medidas restritivas e saíram às ruas, em um raro protesto que desafia as rígidas normas do governo chinês sobre manifestações.
A maioria dos 11 distritos de Guangzhou está sob alguma forma de restrição à Covid-19.
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