A empresa, que tem quase 80.000 funcionários, registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros devido aos equipamentos com defeito. O grupo holandês Philips anunciou nesta segunda-feira (24) que cortará 4 mil postos de trabalho em todo o mundo, em um momento de condições macroeconômicas desfavoráveis e após a retirada do mercado de aparelhos de respiração defeituosos.
A empresa, que tem quase 80.000 funcionários, registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros devido aos equipamentos com defeito.
A Philips não cumpriu as expectativas nos últimos anos, admitiu o novo CEO, Roy Jakobs. “Enfrentamos múltiplos desafios”, afirmou, ao anunciar resultados “decepcionantes” no terceiro trimestre de 2022.
Jakobs também anunciou o que chamou de “decisão difícil mas necessária de reduzir imediatamente nossa força de trabalho em 4.000 postos em todo o mundo”.
O grupo pretende destinar quase 300 milhões de euros nos próximos trimestres para os trabalhos de reestruturação, mas calcula que a reorganização pode gerar uma economia no mesmo valor a cada ano.
“O desempenho da Philips no (último) trimestre foi impactado por desafios operacionais e de abastecimento, pressão inflacionária, a situação da covid na China e a guerra russo-ucraniana”, afirmou o grupo em um comunicado.
A empresa registrou queda de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior, a 4,3 bilhões de euros.
A Philips também ajustou o resultado operacional (Ebitda, lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a 209 milhões de euros, o que representa 4,8% do faturamento, contra EUR 512 milhões (12,3% das vendas) no mesmo período em 2021.
A empresa, com sede em Amsterdã, retirou do mercado em junho do ano passado aparelhos respiratórios, depois de alertar que os usuários corriam o risco de inalar ou engolir fragmentos de uma espuma tóxica silenciadora que poderia provocar irritação e dores de cabeça. A Philips também mencionou um risco “potencial” de câncer a longo prazo.
Na semana passada, o Frans van Houten, deixou o cargo de CEO da empresa, seis meses antes do previsto e após 12 anos à frente do grupo.
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