
Segundo ministro da Defesa francês, militares passarão ‘várias semanas’ no país para treinamentos de combate, de logística e em armamentos fornecidos por Paris a Kiev. Países da Otan forneceram à Ucrânia armas sofisticadas, como esse sistema antitanque
Getty Images via BBC
A França irá treinar até 2.000 soldados ucranianos por várias semanas, anunciou o ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, ao jornal Le Parisien neste domingo (16).
Esta é a primeira vez que o país se compromete com um programa de treinamento militar dessa magnitude desde o início do conflito na Ucrânia.
A França já havia recebido artilheiros ucranianos para ensiná-los a usar os famosos canhões César. Desta vez, no entanto, o programa anunciado por Lecornu é de uma magnitude diferente. Os soldados serão recebidos em território francês para três tipos de treinamento: um combatentes, outro de logística e um terceiro de treinamento em equipamentos fornecidos pela França.
Desde o início do conflito, outros países também receberam soldados ucranianos para sessões de treinamento em seus territórios, como o Reino Unido.
Na terça-feira (12), a Ucrânia recebeu o seu primeiro sistema de defesa aérea Iris-T da Alemanha, capaz de proteger uma cidade inteira de bombardeios.
A formação sobre equipamentos fornecidos pela França será sobre os canhões César, assim como os mísseis antitanque Milan, os mísseis antiaéreos Mistral e, em breve, o sistema de defesa antimísseis Crotale. Este último ainda será entregue aos ucranianos, como indicou o presidente francês, Emmanuel Macron, esta semana.
Sébastien Lecornu não especificou quantos sistemas Crotale serão entregues à Ucrânia em breve, afirmando simplesmente que seu número será “significativo para defender os céus” do país.
O ministro da Defesa ainda esclareceu que não faltará equipamentos desse tipo para o Exército francês, uma vez que estes dispositivos devem ser substituídos pelos sistemas Mamba, mais novos e mais eficientes que o Crotale.
Por fim, Sébastien Lecornu afirmou que a França está entre os cinco principais aliados em termos de ajuda militar à Ucrânia – e que, tendo optado por “ser discreto” sobre essa ajuda, o país está fazendo muito mais do que o indicado pelos rankings internacionais publicados nas últimas semanas. O Instituto Kiel para a Economia Mundial classifica a França em 7º lugar em termos absolutos para ajuda à Ucrânia e 22º se o valor dessa ajuda estiver relacionado ao PIB nacional.
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