• Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Toffoli autoriza diligências da PF em investigação sobre Banco Master

dezembro 16, 2025

STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

dezembro 16, 2025

Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém

dezembro 16, 2025
Facebook Twitter Instagram
Trending
  • Toffoli autoriza diligências da PF em investigação sobre Banco Master
  • STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal
  • Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém
  • Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e mudam trajetórias de vida
  • 46% das crianças mostram ansiedade ligada ao uso de telas, aponta pesquisa
  • Petrobras diz que greve não impactou produção de petróleo e derivados
  • Lula destaca abertura de 500 mercados internacionais para agropecuária
  • Aposentados, pensionistas e servidores do ISSM retiram cupom da Cesta Natalina   
Facebook Twitter Instagram
Comando Geral Da Noticia

  • Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento
Comando Geral Da Noticia

Home»Mundo»Clorose: a curiosa ‘doença do amor’ que afetava garotas e ‘desapareceu’ no século 20
Mundo

Clorose: a curiosa ‘doença do amor’ que afetava garotas e ‘desapareceu’ no século 20

uesleiiclone8By uesleiiclone8outubro 16, 2022Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
clorose:-a-curiosa-‘doenca-do-amor’-que-afetava-garotas-e-‘desapareceu’-no-seculo-20
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email


Mencionada em diagnósticos durante séculos, clorose nunca teve explicação clara e era vista como ‘coisa de mulheres nervosas’. Obra ‘A Visita do Médico’, de Jan Steen (1668-1670); muitos artistas retrataram a clorose
Getty Images
No século 17, Jan Steen (1626-1679) e outros pintores holandeses, como Gabriel Metsu e Samuel van Hoogstraten, documentaram uma curiosa epidemia de “mal de amor” nos Países Baixos.
E não foram os únicos.
Nessa e em outras épocas, também escritores, poetas e dramaturgos se debruçaram — mais até do que médicos — sobre a doença. O motivo talvez esteja no perfil das vítimas: eram em sua maioria meninas adolescentes ou jovens apáticas.
O médico alemão Johannes Lange llamó classificou o problema, em 1554, como Morbo virgineo ou “doença das virgens”.
Os sintomas eram variados e muitas vezes vagos: aparência “pálida, como se estivessem sem sangue”, aversão à comida (carne em particular), dificuldade para respirar, palpitações, mudanças de humor, fadiga, apatia e tornozelos inchados.
O remédio, para Lange, era “viver com homens e copular. Ao engravidar, se recuperarão”.
Palidez verde
A doença recebeu outros nomes, como febris amatoria ou “febre amorosa”, até que Jean Varandal, professor de Medicina em Montpellier, cunhou o termo “clorose” em 1619.
Obra ‘Clorose’, (circa 1899) do artista catalão Sebastià Junyent (1865-1908)
Getty Images
O que fez foi escolher uma palavra para designar uma doença mencionada em tratados hipocráticos dos séculos 4° e 5° a.C.
Clorose, da antiga palavra grega cloros, significa “amarelo esverdeado” ou “verde pálido”, que é, segundo relatos, a aparência da pele das jovens adoentadas — embora isso seja discutível, segundo especialistas modernos.
“Possivelmente muitos viram um verdor porque achavam que deveriam vê-lo”, avalia Irvine Loudon, da Universidade de Oxford, em artigo publicado no British Medical Journal.
O especialista acrescentou no artigo que o apelido de “doença verde” talvez se devesse ao fato de que as mulheres eram metaforicamente verdes, ou seja, sem experiência ou maturidade.
O que se sabe é que o mal foi classificado como uma doença nervosa, e, para além de nomenclaturas, com o passar dos séculos foi agregando sintomas — em particular a ausência de menstruação (amenorreia) — e tratamentos, como sangria terapêutica, hidroterapia e ferroterapia.
Mas os remédios mais recomendados eram os indicavam comportamentos “adequados para uma mulher”: o sexo dentro do matrimônio e a concepção.
E a educação era altamente contraindicada para as mulheres doentes.
Enigma
A clorose é um enigma na história da medicina.
Publicidade em espanhol de ‘Pílulas Hermosina’, que prometiam dar ‘beleza’ e ‘curar anemia e clorose’
Wellcome Images
Crescia e diminuía sem uma explicação clara, e chamou a atenção em particular no início do século 19.
Para se ter uma ideia, nos registros históricos da Enfermaria de Finsbury, em Londres, entre 20 de março e 20 de abril de 1800, o transtorno “clorose e amenorreia” era o segundo mais citado, depois de “problemas pulmonares sem febre”.
Na década de 1890, 16% das internações no Hospital São Bartolomeu, em Londres, eram por essa causa.
Depois, sem que haja uma explicação clara, os registros da doença começaram a decair. No início do século 20, esses registros desapareceram, deixando perguntas: seria porque os sintomas foram atribuídos a um diagnóstico diferente? Ou porque o tratamento ficou mais eficiente ao focar a dieta das pacientes, em vez da sua virgindiade? Ou por algum motivo o mal deixou de ser diagnosticado?
Há várias hipóteses que tentam explicar esse desaparecimento, geralmente mencionando melhoras na alimentação e nas condições de vida da população.
Houve médicos que relacionaram a doença à riqueza, sugerindo que os costumes sociais das mulheres mais abastadas, como usar corpetes justos e levar uma vida sedentária de pouca exposição à luz solar e ao exercício físico, causavam predisposição à clorose.
Outros defendiam que a doença era mais comum entre meninas com excesso de trabalho e mal alimentadas, que moravam em grandes áreas urbanas.
Há historiadores médicos que sustentavam que se tratava simplesmente de um tipo de anemia por falta de ferro.
E também há quem afirme que era uma doença psicossocial, semelhante à anorexia nervosa.
No entanto, como comentou o pioneiro hematologista Leslie John Witts, em 1969, “fica a inquietante sensação de que o mistério da clorose, como o de Edwin Drood (romance de Charles Dickens), segue não resolvido”.
Hoje em dia, o termo “clorose” segue sendo usado, mas para se referir a plantas que sofrem de deficiência de ferro — a doença se manifesta como perda da coloração verde.
O termo “doença verde”, por sua vez, segue sendo usado em menção à anemia hipocrômica, em que glóbulos vermelhos têm menos coloração do que o normal quando analisados em microscópio. A causa mais comum é a insuficiência em ferro no corpo, e os sintomas são parecidos aos da doença que, durante séculos, foi tratada como “coisa de mulheres nervosas”.
Este texto foi publicado em www.bbc.com/portuguese/geral-63191950

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Previous Article‘Avatar – A Lenda de Aang’: Ator de ‘Shang-Chi’ entra para o elenco da série da Netflix
Next Article Xi Jinping diz que a China ‘já conquistou controle total’ de Hong Kong e que está determinada a fazer isso em Taiwan
uesleiiclone8
  • Website

Related Posts

China supera marca inédita de superávit comercial de US$ 1 trilhão

dezembro 10, 2025

Argentina declara CV e PCC como organizações narcoterroristas

novembro 2, 2025

The Economist: por que a China está vencendo a guerra comercial

outubro 27, 2025

Brasil assina Convenção da ONU contra crimes cibernéticos

outubro 26, 2025

Leave A Reply Cancel Reply

Demo
Our Picks
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • Vimeo
Don't Miss
Justiça

Toffoli autoriza diligências da PF em investigação sobre Banco Master

By Patriciadezembro 16, 20250

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta…

STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

dezembro 16, 2025

Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém

dezembro 16, 2025

Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e mudam trajetórias de vida

dezembro 16, 2025

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

Comando Geral Da Noticia
Facebook Twitter Instagram Pinterest
  • Início
  • Economia
  • Brasil
  • Entretenimento
© 2025 Comando Geral. Designed by Ueslei Senna.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.