“Cantamos esta música sem conotações simbólicas”, disse Olga Valeeva, dançarina e blogueira, originária de Poltava, no leste da Ucrânia, em sua conta do Instagram. A Justiça russa multou a vencedora de um concurso de beleza para mulheres casadas na Crimeia por transmitir um vídeo em que ela canta uma canção ucraniana patriótica, disse a polícia da península anexada nesta terça-feira (4).
Em um vídeo transmitido nas redes sociais em setembro, duas jovens, incluindo a Miss Crimeia 2022, Olga Valeeva, de 34 anos, cantam a música “Chervona Kalina”, considerada pelas autoridades russas como o hino dos nacionalistas ucranianos.
O vídeo foi removido e investigado.
O “Ministério do Interior” da Crimeia anunciou nesta terça-feira que prendeu “duas jovens que cantam o hino de uma organização extremista em um vídeo”.
Também publicou imagens de duas jovens, com rostos borrados, pedindo desculpas. “Quero me desculpar por ter cantado a música ‘Chervona Kalina’, cuja mensagem eu desconhecia completamente”, diz uma delas, que se parece com Olga Valeeva.
“Cantamos esta música sem conotações simbólicas”, disse esta modelo, dançarina e blogueira, originária de Poltava, no leste da Ucrânia, em sua conta do Instagram.
Segundo o ministério, as duas jovens, nascidas em 1987 e 1989, foram condenadas por desacreditar o exército russo e sentenciadas, uma a dez dias de prisão e a outra a uma multa de 40.000 rublos (680 euros).
Em 10 de setembro, outro vídeo filmado durante uma festa de casamento em um restaurante em Bakhshisrai, no sul da Crimeia, onde os convidados cantavam “Chervona Kalina”, rendeu multas e penas de 5 a 15 dias de prisão para seus organizadores e participantes.
O dono do restaurante também gravou um vídeo pedindo desculpas e expressando apoio à ofensiva russa na Ucrânia, que começou no final de fevereiro.
Esses incidentes provocaram a ira do governador da Crimeia, Sergei Aksionov, que prometeu abrir investigações criminais contra aqueles que cantam canções ucranianas ou invocam slogans pró-ucranianos.
A Crimeia foi anexada em março de 2014 pela Rússia, que na semana passada também anexou quatro outras regiões ucranianas que controla, pelo menos parcialmente, após referendos denunciados por Kiev e pelos ocidentais.
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