
Cidade iraquiana passou anos nas mãos do Estado Islâmico, entre 2014 e 2017. Khaled al-Abadi em seu estúdio, na cidade iraquiana de Mossul
REUTERS/Khalid al-Mousily
As gravuras cuidadosamente esculpidas de leões, carruagens e pássaros do artista Khaled Al-Abadi decoram sua oficina em Mossul, no Iraque. Elas são parte da realização do sonho de “recriar o que foi demolido” durante os turbulentos anos de guerra em que a cidade ficou nas mãos do Estado Islâmico, entre 2014 e 2017.
“Durante o período do Estado Islâmico, quando meu colega e eu estávamos andando, víamos as estátuas que foram removidas e os portões que estavam sendo demolidos, ficamos muito preocupados com isso”, disse Al-Abadi.
De acordo com o iraquiano, seus murais de argila refletem a longa história do país, desde o período assírio até a ocupação do Estado Islâmico. “Queremos lembrar às próximas gerações que esta é a história de Nínive”, afirmou ele, referindo-se à antiga cidade assíria localizada perto da moderna Mossul. “Esta é a história de Mossul. Esta é a história do Iraque.”
Obras retratam cenas da história da cidade de Mossul
REUTERS/Khalid al-Mousily
O pátio onde estão expostos cerca de 20 murais está localizado na antiga Mossul, uma parte da cidade que sofreu danos significativos durante a guerra para recapturar a cidade dos militantes do Estado Islâmico, que também destruíram muitos de seus locais antigos em um tumulto.
A rica herança cultural do país sofreu por muito tempo durante seus conflitos. No ano passado, artefatos antigos saqueados e contrabandeados para fora do Iraque após a invasão dos Estados Unidos, em 2003, foram expostos em Bagdá, incluindo uma tabuleta de argila de 3.500 anos com parte do Épico de Gilgamesh, o antigo conto sumério que se acredita ser um dos primeiras peças de literatura do mundo.
Artista iraquiano ‘recria o que foi demolido’ em murais que retratam a história do Iraque
REUTERS/Khalid al-Mousily
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