
O grupo empresarial do ex-presidente dos EUA, a Trump Organization, é acusado de violar a lei para aumentar os lucros de sua família e seus negócios. Presidente eleito Donald Trump com seus filhos Eric Trump (à esquerda), Ivanka e Donald Trump Jr., em imagem de 2017
Shannon Stapleton/Reuters
A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, anunciou nesta quarta-feira (21) ações civis contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e três de seus filhos (Eric, Ivanka e Donald Trump Jr.), depois de investigar as práticas fiscais de seu grupo empresarial, a Trump Organization.
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“Estamos tomando medidas legais contra Donald Trump por violar a lei a fim de gerar lucro para ele, sua família e seus negócios”, declarou a procuradora em entrevista coletiva.
Para James, a procuradora, as demonstrações financeiras anuais de Trump eram um compilado de mentiras: os registros anuais (que incluem o valor estimado da empresa de suas participações e dívidas) inflavam o valor de quase todas as suas propriedades importantes.
A empresa rejeitava as avaliações de auditorias externas. Um banco chegou a avaliar um dos edifícios da empresa em US$ 200 milhões; a família Trump no entanto colocou o ativo com um valor bem maior que US$ 400 milhões.
O processo da procuradoria diz que 11 das demonstrações financeiras anuais de Trump têm mais de 200 avaliações de ativos falsas.
Tirar os Trump das Organizações Trump
A procuradoria pede para que a Justiça nomeie um interventor na empresa para investigar as práticas da companhia e que tire os Trump da liderança dos negócios.
Além disso, a família pode ficar cinco anos sem poder comprar imóveis em Nova York.
A ação também pede para que os quatro sejam proibidos de atuar como diretores estatutários de empresas em Nova York.
Em 2021, o diretor financeiro das Organizações Trump se entregou às autoridades. Veja abaixo a reportagem desse momento.
Diretor financeiro das Organizações Trump se entrega às autoridades de NY
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