
Levantamento da ONG Todos Pela Educação mostra que parcela subiu de 8% para 18% em dois anos. Pela Política Nacional de Alfabetização, processo de aprendizagem da leitura e da escrita deveria ocorrer aos 6 anos. Caderno, escola, lápis, caneta
TV Globo/Reprodução
No Dia Mundial da Alfabetização, um dado divulgado pela ONG Todos Pela Educação mostra como a pandemia agravou a defasagem no ensino de crianças: dobrou o índice de brasileiros de 8 anos que, na percepção dos pais, não sabem ler e escrever.
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Os dados foram obtidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-IBGE). No 2º trimestre de 2020, quando as escolas já estavam fechadas por causa da Covid, 8% dos alunos dessa idade não estavam alfabetizados. Dois anos depois, a taxa subiu para 18%.
Desde 2019, a Política Nacional de Alfabetização estipula que o processo de aprendizagem da leitura e da escrita aconteça no 1º ano do ensino fundamental, quando as crianças têm, em média, 6 anos.
Na próxima semana, em 16 de setembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deverá divulgar dados mais concretos sobre o agravamento dos problemas educacionais durante a pandemia, por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
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