• Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Investir em educação é o jeito de salvar o Brasil, defende Lula

março 23, 2026

Prêmio Innovare recebe inscrições até 5 de maio

março 23, 2026

Sexto lote do seguro-defeso será disponibilizado na terça-feira

março 23, 2026
Facebook Twitter Instagram
Trending
  • Investir em educação é o jeito de salvar o Brasil, defende Lula
  • Prêmio Innovare recebe inscrições até 5 de maio
  • Sexto lote do seguro-defeso será disponibilizado na terça-feira
  • Projeto proíbe cancelamento de plano para pacientes com câncer
  • Matheus Lima fecha Mundial Indoor em sétimo nos 400m na Polônia
  • Semana Gov foi marcada pelo ECA Digital e pelo combate à alta dos combustíveis
  • Mostra cultural e esportiva marca início do ano letivo da Cidade do Saber e retorno de 3 mil alunos
  • Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos
Facebook Twitter Instagram
Comando Geral Da Noticia

  • Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento
Comando Geral Da Noticia

Home»Entretenimento»Feira de Santana»Uma história de mulher preta
Feira de Santana

Uma história de mulher preta

uesleiiclone8By uesleiiclone8março 20, 2023Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
uma-historia-de-mulher-preta
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Sou uma mulher negra, 40 anos de idade que descobriu aos 20 a potência que era ser MULHER PRETA. Mãe de 2 filhas e um filho, Casada, Enfermeira e Professora do Curso de Enfermagem da  UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana- BA.)  Considero-me uma mulher empoderada, mas permaneço resiliente para nutrir essa força motriz que existe em mim e que molda o SER MULHER negra no Brasil.

A consciência racial da mulher negra as vezes demora a chegar,   vem ao longo dos anos,   como foi no meu caso! Intelectuais negras como Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento e Angela Davis sempre ensinaram, que não se  nasce mulher, torna-se mulher, e para mulheres negras é sempre mais desafiador.

 Somente aos meus  20 anos, pude perceber que as minhas inquietações não eram  apenas porque eu era considerada a  “ovelha negra da família”  como eu era chamada por alguns de forma pejorativa, por não me aquietar e nem aceitar  como nós mulheres negras eram  tratadas  e /ou recebiam da sociedade. Essas inquietações perpassavam por questionamentos do que  eu  queria ser,  ter mais autonomia, poder e autoridade sobre meu corpo e minhas escolhas, porém a época isso soava destoante aos padrões legais para uma jovem negra, mesmo após as lutas de  nossos ancestrais.

Considero que a base familiar me deu lastro para permanecer na fé  que eu um dia chegaria lá!! Minha mãe, uma mulher negra super ativa e altiva,  criou suas 3 filhas com muito amor e fé  nos guiou no trilhos do estudo. Lembro-me que quando passava o carro na porta vendendo livros, ela comprava as coleções e dizia é para vocês crescerem e serem profissionais brilhantes!. Sou muito grata a ela e a todas as mulheres da minha família e outras que passaram na minha vida  e que creditaram em mim uma esperança para eu galgar dias melhores.

 Mas … eu passei metade da minha vida atual sendo essa mulher “ não empoderada” mas lutando contra o que a sociedade nos impunha.

A busca por equidade na nossa sociedade é gritante e imensa para galgá-la.!!!

E aos  vinte anos conheci uma mulher negra, atualmente minha cumadre,   que me fortaleceu inicialmente sobre questões raciais e descortinou minha visão para iniciar meu crescimento para construção de uma  consciência racial, assim como ela,   outros e outras pessoas pretas   que me rodeavam e já tinham adquirido letramento racial ,   estiveram na torcida para meu  crescimento intelectual também,  o que me levou ao primeiro passo do meu Empoderamento.

Iniciei participando  das reuniões do movimento negro em Feira de Santana ( FRENEFE – 2001). As leituras e discussões deste movimento  ampliavam meu olhar para a ciência e letramento racial. Não foi fácil construir e reconstruir vinte anos já vividos,  mas foi super importante saber o quanto eu valia para mim e para outros.

 Nós fomos ensinados que “nossa carne é a mais barata do mercado” mas vivemos a desmitificar isso!!

E foi assim,  que em 2003, que eu Ellen Alcântara,  acessei a Universidade privada com apoio do FIES, quebrando muitos paradigmas iniciando meus estudos no curso de Enfermagem da Faculdade Tecnologia e Ciências. Não parei de estudar! Educação Liberta!

A seguir fiz, 2 especializações, uma em Administração hospitalar na UFBA (2011) e a outra em Obstetrícia na EESP- Ba (2018).  Trabalhando e estudando percebi a necessidade de ir mais longe e prosseguir, Após várias tentativas para acessar o Mestrado na Bahia, passei onde Deus me direcionou. Fiz seleção no Instituto Fernandes Filgueiras – RJ ( FIOCRUZ) Na pesquisa do Mestrado ouvir  a voz de mulheres pretas,  que relataram as  violências que foram acometidas durante o pré-natal, parto e puerpério em FSA/BA. Defendi em 2017 a dissertação intitulada:  A violência Obstétrica a mulheres negras em Feira de Santana. Todos estes cursos pós-graduação foram pagos pelos Governos Estadual e Federal.

Atuei na assistência de Enfermagem nos âmbitos  Municipal, Estadual e Federal. Atualmente atuo na Docência, atividade que amo fazer, no componente Saúde da mulher do curso de Enfermagem – UEFS e no  Empreendedorismo,  do ramo de Calçados e Acessórios femininos, administro a Loja MOSI. Amo essa troca com mulheres, seja na docência, na assistência, no empreendedorismo  e na vida.

Eu me  fortaleci e me empoderei a partir de mulheres ancestrais e atuais potentes e resilientes.

Seja você também essa pessoa que fortalece e empodera outras mulheres.!!

“Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre.” Simone Beavouir        

 Ellen Alcântara é Docente  do curso de Enfermagem – UEFS, Mestra em Saúde da Mulher – IFF/ Fiocruz RJ  e Adm. MOSI Calçados e acessórios femininos           

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Previous ArticleVereadora sugere suspender Micareta de Feira
Next Article TVE Bahia na campanha contra o trabalho escravo
uesleiiclone8
  • Website

Related Posts

Projeto “HEC nas Escolas” encerra 4ª edição com ações educativas em Feira de Santana

outubro 24, 2025

Governo do Estado faz cessão de terreno para construção de policlínica em Feira

setembro 2, 2025

OAB Feira de Santana repudia violência policial contra mulher em abordagem e cobra apuração rigorosa

julho 17, 2025

Leo Santana, Tony Salles, Thiago Aquino e Tomate são atrações do último dia da Micareta de Feira; veja programação completa

maio 4, 2025

Leave A Reply Cancel Reply

Demo
Our Picks
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • Vimeo
Don't Miss
Educação

Investir em educação é o jeito de salvar o Brasil, defende Lula

By Patriciamarço 23, 20260

Foto: Ricardo Stuckert/PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), investimentos…

Prêmio Innovare recebe inscrições até 5 de maio

março 23, 2026

Sexto lote do seguro-defeso será disponibilizado na terça-feira

março 23, 2026

Projeto proíbe cancelamento de plano para pacientes com câncer

março 23, 2026

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

Comando Geral Da Noticia
Facebook Twitter Instagram Pinterest
  • Início
  • Economia
  • Brasil
  • Entretenimento
© 2026 Comando Geral. Designed by Ueslei Senna.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.