Toda eleição é assim mas essa está mais assim do que todas as que já vivi, geralmente um tempo onde vou e volto ou volto e vou ao Rio Grande do Norte onde deixei meu umbigo, minha infância e divido com a Bahia as minhas preocupações, dores e amores. Dessa vez, mais do que aquele ano infernal da pandemia, estou travado, é impossível sair da Feira de Santana, ir e voltar ao RN é um trajeto sem tempo e horários fixos e depende das marés e dos ventos das conveniências ancestrais, não é uma viagem normal, um turismo, um lazer, é uma obrigação, portanto não há certeza de volta em período tão curto sem o perigo de não cumprir prazo e não voltar a tempo. Fico pela Bahia, respondi com essas palavras acima à convocatória que recebi da terra de Câmara Cascudo. Só depois da eleição. É como ir a Salvador buscar declarações para a pobre aposentadoria a que devo ter direito, só depois da eleição, a Santa Bárbara, que é ali, comprar o queijo só depois da eleição, ao Beco da Energia, ao Limão, ao Centro de Abastecimento, só depois da eleição. Não me peçam, não me cobrem, só depois da eleição.
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