Haddad disse na última semana que valor de R$ 1.320 não estava garantido. Aumento do número de beneficiários do INSS consumiu espaço no orçamento; valor atual é R$ 1.302. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anuncia nesta quarta-feira (18) a criação de um grupo de discussão para tratar da política de valorização do salário mínimo.
A medida é oficializada em um encontro do presidente com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também participa.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.302. O valor foi estabelecido por uma medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado.
O governo ainda não implantou o valor prometido durante a transição, que seria de R$ 1.320. O tema deve ser discutido por esse grupo, e não há data anunciada para a adoção do novo valor.
A proposta de orçamento para 2023 previa R$ 6,8 bilhões adicionais para custear o reajuste do piso prometido por Lula, mas o valor se mostrou insuficiente para elevar o valor da remuneração.
Congresso aprova orçamento para 2023 com salário mínimo de R$ 1.320
INSS ‘consumiu’ orçamento, diz Haddad
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não assegurou o aumento para R$ 1.320 neste ano.
Segundo informou na ocasião, houve aumento significativo no número de beneficiários do INSS, cujos pagamentos são, em sua maioria, atrelados ao mínimo.
“Esses recursos do orçamento foram consumidos pelo andar da fila do INSS. Porque a partir do início do processo eleitoral, por razões que não tem nada a ver com dignidade, a fila começou a andar”, disse Haddad, naquele momento.
Por conta da inclusão de novas famílias no INSS, o ministro afirmou que o governo está refazendo as contas. Acrescentou que, após esse recálculo, haverá uma negociação com as centrais sindicais sobre o salário-mínimo.
“A gente pediu para a Previdência refazer os cálculos para que a gente possa, na mesa de negociação com as centrais, avaliar adequadamente e responsavelmente como agir à luz desse caso”, acrescentou Haddad.
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