Números foram divulgados nesta segunda pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento. Exportações e importações também bateram recorde no ano passado. O governo informou nesta segunda-feira (2) que a balança comercial brasileira registrou superávit recorde de US$ 62,3 bilhões no ano de 2022.
Na comparação com o ano anterior, quando o saldo positivo somou US$ 61,4 bilhões, houve aumento de 1,5%.
O superávit é registrado quando as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é de deficitário.
A série histórica da balança comercial tem início em 1989.
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A pasta, recriada no governo Lula, é comandada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo o governo, em 2022:
as exportações somaram US$ 335 bilhões;
as importações somaram US$ 272,7 bilhões.
De acordo com o Ministério da Economia, as exportações, pela média diária, registraram alta de 19,3% em 2022 na comparação com o ano anterior, com média diária de US$ 1,3 bilhão (novo recorde da série histórica).
Já as compras do exterior avançaram 24,3% nesta comparação e somaram, pela média diária, US$ 1,09 bilhão. Esse também foi o maior valor desde que os números começaram a ser contabilizados, em 1989.
Exportações
O setor econômico com maior crescimento no ano de 2022 foi o agropecuário, que apresentou aumento em valor das exportações, de 36,1% (explicada principalmente pelo aumento de 31,5% nos preços dos produtos básicos, consequência também da guerra na Ucrânia, mas também foi registrada elevação de 1,8% nos volumes embarcados).
Já a Indústria de Transformação apresentou aumento do valor exportado de 26,2%. “Esse comportamento foi influenciado pelo crescimento do nível de preços, de 15,7% e pelo aumento do quantum exportado, de 9,8%”.
A Indústria Extrativa, por sua vez, teve redução no valor exportado, de 4,6%, com redução no nível de preços de -2,5%, e quantum exportado, de -0,5% frente ao ano de 2021.
Em relação ao destino das vendas externas, houve alta nas vendas para a China (aumento de 1,5% na média diária, para um total de US$ 91,3 bilhões), para a União Europeia (aumento de 39,6% para US$ 51 bi), para os Estados Unidos (20,2%, para US$ 37,4 bilhões) e para a Argentina (29,3% para US$ 15,4 bilhões).
Já os principais produtos exportados, foram:
soja (valor total exportado de US$ 46,7 bi e crescimento de 20,8%);
óleos brutos de petróleo (US$ 42,7 bi, 39,5%);
minério de ferro e seus concentrados (US$ 28,9 bi, -35,3%);
óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (US$ 13 bi, 79,5%);
milho não moído, exceto milho doce (US$ 12,3 bi, 194,1%);
carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 11,8 bi, 48,2%);
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