
Ele foi desenvolvido secretamente e é visto como uma resposta à crescente escala de tensões entre EUA e China nos últimos anos. Bombardeiro nuclear invisível, B-21, é revelado pela Força Aérea dos EUA
Força Aérea dos EUA via AP
O mais novo bombardeiro nuclear furtivo dos EUA está fazendo sua estreia pública nesta sexta-feira (2) após anos de desenvolvimento secreto. Ele é visto como parte da resposta do Pentágono às crescentes preocupações sobre um futuro conflito com a China.
O B-21 Raider é o primeiro novo bombardeiro americano em mais de 30 anos. Antes de sua inauguração na sexta-feira em uma instalação da Força Aérea em Palmdale, Califórnia, apenas as representações artísticas do avião de guerra foram divulgadas.
O B-21 possui um revestimento melhor que seu antecessor (B-2), assim como novas formas de controlar as emições eletrônicas afim de dificultar o reconhecimento por radares inimigos.
Essas poucas imagens revelam que o Raider se assemelha ao bombardeiro furtivo nuclear preto que eventualmente substituirá, o B-2 Spirit.
Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011
Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo
O bombardeiro faz parte dos esforços do Pentágono para modernizar todas as três pernas de sua tríade nuclear, a qual inclui mísseis balísticos e ogivas, à medida que muda das campanhas de contraterrorismo das últimas décadas para atender à rápida modernização militar da China.
A China está a caminho de ter cerca de 1.500 armas nucleares até 2035, e seus avanços em hipersônicos, na guerra cibernética, nas capacidades espaciais e em outras áreas apresentam “o desafio mais consequente e sistêmico para a segurança nacional dos EUA e o sistema internacional livre e aberto”, disse o Pentágono esta semana em seu relatório anual sobre a China.
Seis B-21 Raiders estão em produção; A Força Aérea americana planeja construir 100 unidades que podem implantar armas nucleares ou bombas convencionais e podem ser usadas com ou sem tripulação humana.
O custo dos bombardeiros é desconhecido.
O Raider não fará seu primeiro voo até 2023. No entanto, usando computação avançada, seu desempenho vem sendo testado usando um gêmeo digital, uma réplica virtual dele.
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