Carta foi enviada aos consulados do Brasil nos EUA para pedir mais fiscalização. Grupos de brasileiros que moram nos Estados Unidos escreveram uma carta aberta direcionada aos consulados do Brasil naquele país e ao Tribunal Superior Eleitoral para denunciar o que eles enxergam como irregularidades ocorridas do lado de fora dos locais de votação no primeiro turno das eleições, no dia 2 de outubro. No texto, eles citam casos de intimidação e transporte irregular de eleitores.
A carta é assinada por 12 grupos diferentes de esquerda, como o Coletivo por um Brasil Democrático, de Los Angeles, e Mulheres da Resistência no Exterior, da Flórida.
A entidade Defend Democracy in Brazil, que também é de esquerda, enviou a carta para as autoridades.
Entre os problemas, eles citam:
Agressões verbais;
Tentativa de atrasar o acesso dos fiscais eleitorais às seções de votação;
Transporte irregular de eleitores vestidos com imagens do candidato Jair Bolsonaro financiado por igrejas locais
O objetivo da carta é pedir para que os consulados do Brasil entrem em contato com as autoridades americanas para que tomem medidas ao seu alcance para assegurar a votação dentro das regras. “É necessário que a legislação eleitoral brasileira seja fiscalizada e cumprida em todos os locais de votação da comunidade brasileira no exterior”, diz o texto. Ou seja, a carta é parte de uma campanha para que haja mais fiscalização no dia do segundo turno.
Polícia foi chamada
Natália de Campos, uma das brasileiras que fazem parte do Defend Democracy in Brazil, afirma que em Nova York foi preciso chamar a polícia, porque no local de votação houve xingamentos e intimidação.
“Os bolsonaristas se aglomeravam na saída do local de votação e xingavam os eleitores de vermelho que saíam do local. Os grupos ficaram em lados opostos da rua, mas em alguns momentos eles tentavam atravessar a rua e bloqueavam o trânsito. Nós chamamos policiais, que fizeram barreiras para conter o público”, ela afirma.
A carta também traz o relato de um episódio na Flórida: em Orlando, um grupo de eleitoras foi agredido verbalmente. Uma dessas mulheres diz ter sido agredida por uma bolsonarista de cerca de 60 anos.
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