Motoristas de aplicativo e taxistas denunciam multas, filas intermináveis e falta de diálogo
Acumulando críticas por transformar o trânsito da região em um caos diário, com congestionamentos constantes que penalizam moradores e motoristas, os acessos ao Salvador Shopping, no Caminho das Árvores, um dos maiores centros comerciais da capital baiana, seguem sem soluções eficazes, penalizando diariamente quem precisa trafegar pelas vias próximas à estrutura.
Em julho deste ano, o Jornal A TARDE realizou um levantamento com pessoas que circulam pela região e constatou que as saídas de acesso nas direções da Av. Tancredo Neves e da Av. Paralela concentram os maiores congestionamentos.
Na ocasião, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) afirmou que tem procurado soluções. Entre as ações, está uma possível mudança de acesso aos estacionamentos G1 e G2 na Alameda Salvador, e o deslocamento de um ponto de táxi para uma área interna.
Além disso, o órgão disse que conversa com empresas de aplicativos de transporte para sugerir a implantação de outros pontos para embarque e desembarque de passageiros no entorno do centro de compras, que hoje acontece em grande volume na Alameda Salvador.
Outras estratégias foram adotadas, como constou no comunicado. “No ano passado, a autarquia municipal implantou uma passagem para a Av. Tancredo Neves, para condutores que transitam na Rua Frederico Simões (lateral do shopping) e na Alameda Salvador em direção à rodoviária e à Avenida Luís Viana Filho (Av. Paralela). Com isso, os motoristas não precisam mais parar no semáforo próximo ao centro de compras. Outra alteração foi a possibilidade de acesso à Rua Marcos Freire para condutores vindos da Rua Alceu Amoroso Lima e da Alameda Salvador, o que facilitou o acesso à Av. Paralela e ao Caminho das Árvores”, diz a nota.
Na ocasião, o Salvador Shopping, por meio de nota, também se pronunciou e disse atuar em conjunto com a prefeitura no investimento em melhorias para a mobilidade urbana e ações que visam garantir a fluidez nos acessos ao empreendimento.
Cerca de um mês depois, no final de agosto, o Portal voltou ao local e verificou que a situação continua inalterada, mantendo o caos diário para quem passa por ali.
Para seu Orlando Araujo Souza, taxista que fica localizado próximo a entrada do do Centro Comercial, o shopping poderia tomar mais iniciativa para poder resolver a situação. Ele também ressaltou que sente falta de uma uma fiscalização mais adequada.
“Não tenho nada contra o aplicativo, mas tem uma fila dupla que se forma toda hora e a todo momento e provoca o maior engarrafamento. Isso aí prejudica o trânsito e muito”, ressaltou, em entrevista ao Portal.