
Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,04%, cotada a R$ 5,1411. Notas de dólar
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O dólar opera em alta nesta sexta-feira (10), à espera dos dados do relatório de emprego nos Estados Unidos e notícias sobre o arcabouço fiscal no Brasil.
Às 9h45 moeda norte-americana subia 0,65%, cotada a R$ 5,1744. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,04%, cotada a R$ 5,1411. Com o resultado, a moeda passou a acumular perdas de 1,60% no mês e de 2,59% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O mercado segue atento ao cenário de juros nos Estados Unidos, conforme dados econômicos do país reforçam a perspectiva que o Fed deve continuar elevando as taxas de juros para tentar conter a inflação na maior economia do mundo.
Na agenda de hoje está a publicação do relatório de empregos no país, o payroll. O documento é utilizado pelo Fed como base para ajudar a definir o rumo dos juros no país: dados fortes podem indicar que a economia não está arrefecendo o suficiente para reduzir a inflação — o que reforça a perspectiva de um aumento mais forte das taxas básicas pelo BC norte-americano, como sinalizou nesta semana o presidente do Fed, Jerome Powell.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso favorece o dólar frente a outras moedas e impacta principalmente países emergentes, como o Brasil.
Por aqui, os investidores aguardam mais detalhes sobre o arcabouço fiscal. Na quinta, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a regra está pronta e vai “agradar a todos”, porque vai estabilizar a dívida pública ao mesmo tempo em que vai permitir que o governo possa investir nas áreas em que considera prioritárias.
“O arcabouço que vai sair é um arcabouço que vai agradar a todos, porque atende os dois lados, o lado da preocupação em zerar o déficit fiscal do Brasil, que hoje se encontra em mais de 230 bilhões [de reais, previsão para 2023], a preocupação é estabilizar, obviamente, a dívida/PIB, como o próprio ministro [Fernando Haddad] já falou, mas atendendo a determinação do presidente da República de que nós não podermos descuidar dos investimentos necessários pra o Brasil voltar a crescer”, afirmou Tebet.
Questionada se a nova regra fiscal vai agradar também ao mercado financeiro, a ministra respondeu: “Vai agradar a todos, inclusive o mercado”. As declarações foram dadas após a ministra se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a nova regra fiscal que vai substituir o teto de gastos.
As notícias sobre a regra fiscal fizeram o mercado reavaliar a perspectiva de um corte mais cedo dos juros no país.
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