
Presidente da Comissão Europeia e premiê britânico se reúnem em Londres para destraver impasse sobre controle de fronteira entre Irlanda do Norte e Reino Unido, o único ponto do Brexit ainda em desacordo. Manifestantes pró-Reino Unido em protesto de 2021 contra protocolo sobre a Irlanda do Norte feito para resolver impasse da fronteira irlandesa com o Brexit
Paul Faith/AFP
Reino Unido e União Europeia tentam nesta segunda-feira (27) desbloquear o único impasse do Brexit (como ficou chamada a saída do país da União Europeia): o protocolo sobre a Irlanda do Norte, que estabelece controles alfandegários e tarifários para produtos britânicos.
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, se reuniu nesta segunda-feira (27) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para tentar destravar o protocolo, o principal ponto de divergência entre Londres e Bruxelas.
O Reino Unido é contra o atual texto do protocolo, que prevê controles alfandegários às mercadorias procedentes da Grã-Bretanha que chegam à Irlanda do Norte, que não faz parte do Reino Unido e, portanto, continuou na União Europeia.
Após o Brexit, há três anos, essa passou a ser a única fronteira britânica com a União Europeia por terra.
Após a reunião, Sunak e von der Leyen disseram estar muito perto de “um acordo final”.
“Acreditamos que essas são as negociações finais e um progresso significativo foi feito ao longo de várias semanas e meses, mas é importante ter essas discussões em nível de liderança para que o acordo seja finalmente fechado”, disse o porta-voz de Sunak a repórteres.
Irlanda do Norte e República da Irlanda: mapa mostra impasse aduaneiro no Brexit
Guilherme Luiz Pinheiro/G1
Conflito interno e externo
O protocolo gerou tensões entre a UE e o Reino Unido, mas também se tornou um problema interno para Rishi Sunak, que enfrenta a oposição de defensores ferrenhos do Brexit, que rejeitam qualquer aplicação de fato da legislação europeia em território britânico e, por isso, bloqueiam há um ano o funcionamento do Executivo do país.
Para apaziguar os unionistas, Londres ameaçou no ano passado uma retirada unilateral do acordo, o que provocou a revolta da Irlanda e da UE, que mencionaram uma possível guerra comercial.
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