
Ele é um ex-tenente-coronel do Exército Soviético que o Departamento de Justiça dos EUA já apontou como um dos maiores traficantes de armas do mundo. Traficante de armas russo, Viktor Bout, sendo escoltado pela polícia tailandesa em outubro de 2010
Apichart Weerawong/Arquivo/AP
A jogadora americana de basquete Brittney Griner, que estava presa na Rússia, foi envolvida nesta quinta-feira (8) em uma troca de prisioneiros entre Washington e Moscou. O Kremlin pediu, em troca da atleta, a libertação de Viktor Bout, um famoso negociante de armas que já serviu de inspiração para um filme de sucesso de Hollywood.
Viktor Bout é um ex-tenente-coronel do Exército Soviético que o Departamento de Justiça dos EUA já apontou como um dos maiores traficantes de armas do mundo.
Ele se tornou um dos homens mais procurados do planeta por causa de sua carreira como negociante internacional de armas e foi apelidado de “Mercador da Morte” em uma biografia de 2007.
Traficantes de armas russo, Viktor Bout, dentro de centro de detenção na Tailândia
Apichart Weerawong/Arquivo/AP
Ele se tornou conhecido por sua disposição de armar grupos interessados em quase todos os lugares por que passava, desde as milícias em Serra Leoa até o brutal regime liberiano de Charles Taylor e o Talibã.
Sua vida e sua história serviram como inspiração para o filme “Senhor das Armas”, estrelado pelo ator Nicholas Cage e lançado em 2005.
Nascido em Dushanbe, no Tadjiquistão soviético, em 1967, Bout é fluente em várias línguas e já serviu no exército soviético como tradutor militar, inclusive em Angola.
Como ele ficou conhecido?
Após o colapso da União Soviética em 1991, ele conseguiu capitalizar um excesso de armas baratas de fabricação soviética que poderiam ser vendidas a clientes na África, Ásia e América do Sul.
Operando nos Emirados Árabes Unidos, ele usou uma frota de aviões da era soviética para fornecer armas para insurgências, senhores da guerra e estados párias em todo o mundo.
O russo Viktor Bout, em foto de outubro de 2010
Reuters
Como ele foi preso?
Bout foi preso em 2008 na Tailândia após uma operação policial dos EUA. Agentes o gravaram oferecendo-se para vender mísseis a pessoas que ele acreditava serem guerrilheiros esquerdistas colombianos.
Quatro ano depois, em 2012, ele foi condenado a 25 anos de prisão por um tribunal dos EUA.
A juíza federal de Nova York Shira Scheindlin rejeitou o pedido da promotoria de prisão perpétua e decretou que “25 anos são suficientes” para os crimes cometidos por Bout.
A Rússia sempre proclamou sua inocência, descrevendo seu caso como uma flagrante injustiça e tentando garantir sua libertação.
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