
Ele foi líder de uma greve de professores que exigia aumento salarial em 2017 e venceu as eleições no ano passado. Presidente peruano, Pedro Castillo, durante pronunciamento à população em 6 de dezembro de 2022
Jhonel RODRIGUEZ / Peruvian Presidency / AFP
Pedro Castillo, de 53 anos, é o atual presidente do Peru e foi responsável por dissolver o Parlamento do país e convocar novas eleições nesta quarta-feira (7).
Ele foi uma grande surpresa no primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, um país com eleitores profundamente decepcionados com seus políticos tradicionais.
O presidente eleito em julho de 2021 ficou conhecido no cenário nacional em 2017, após liderar uma greve de professores de quase três meses exigindo aumento de salários. Na campanha eleitoral, ele prometeu um aumento para professores públicos.
O presidente do Peru, Pedro Castillo, fala durante uma coletiva de imprensa em Santiano, Chile, novembro de 2022
JAVIER TORRES / AFP
Castillo chegou a prometer no início da campanha desativar o Tribunal Constitucional e dizia que a Suprema Corte do país defendia a “grande corrupção”. Ele também ameaçou fechar o Congresso se os parlamentares não aceitarem seus planos.
Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom e prometeu seguir a Constituição “enquanto ela estiver em vigor”, mas disse que iria buscar uma nova Assembleia Constituinte caso seja eleito.
Em relação aos costumes, Castillo adota postura mais conservadora: ele se recusa a legalizar o aborto, é contra o “enfoque de gênero” na educação e tem relutado em reconhecer os direitos de minorias sexuais. Depois das eleições, ele declarou que não é comunista — em resposta a uma das alegações feitas pelos apoiadores de Fujimori.
Manifestante contra Pedro Castillo em Lima, no Peru, em 5 de novembro de 2022
Ernesto Benavides/ AFP
O novo presidente peruano nasceu na pequena cidade andina de Puña, na província de Chota, onde os moradores costumam usar chapéu de aba larga, como Castillo usava em suas viagens. Também dirigente sindical, ele foi votar a cavalo na região andina de Cajamarca, onde reside.
O Congresso do Peru aprovou na última quinta-feira uma moção para iniciar o processo de impeachment contra o presidente Pedro Castillo. A oposição o acusa de suposta “incapacidade moral” para ocupar o cargo.
O movimento, promovido por legisladores da oposição, marca a terceira tentativa formal de derrubar o líder de esquerda desde que ele assumiu o cargo em 2021.
A pressão aumentou também depois que o Congresso começou a avaliar uma denúncia do Ministério Público contra Castillo, a quem investiga por suspeita de corrupção e pede que seja afastado temporariamente do cargo.
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