
Desemprego foi de 6,9% para os homens e de 11% para as mulheres, segundo o IBGE; 27,2% dos desocupados (ou 2,6 milhões de pessoas) buscavam trabalho há dois anos ou mais. Desemprego
Helena Pontes/IBGE
Apenas seis unidades da Federação acompanharam a redução registrada na taxa de desocupação no país no terceiro trimestre frente ao 2º trimestre. Enquanto o índice nacional recuou de 9,3% para 8,7% no período, 21 UFs permaneceram estáveis.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE.
Já na comparação com o 3º trimestre do ano anterior, houve queda na taxa de desocupação em todas as unidades da Federação.
“No segundo trimestre, a taxa de desocupação havia caído 1,8 ponto percentual [9,3%, ante 11,1% no 1º trimestre], com disseminação da queda por 22 unidades da Federação. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 ponto percentual [de 9,3% no 2º trimestre para 8,7%], e isso repercutiu nos resultados locais por estado”, explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.
Na média nacional, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre deste ano – menor taxa desde o trimestre encerrado em junho de 2015, mas com a falta de trabalho ainda atingindo 9,5 milhões de brasileiros, conforme já divulgado anteriormente pelo IBGE.
Veja o desempenho nos estados
As reduções na taxa de desocupação na comparação com o trimestre anterior foram registradas no Paraná (-0,8 ponto percentual), Minas Gerais (-0,9 p.p.), Maranhão (-1,1 p.p.), Acre (-1,8 p.p.), Ceará (-1,8 p.p.) e Rondônia (-1,9 p.p.).
As maiores taxas de desocupação foram da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já as menores foram em Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina.
Entre as regiões do país, houve queda no indicador em todas elas, sendo que o Nordeste registrou a maior taxa (12%), e o Sul, a menor (5,2%).
Entre os 10 estados com maior taxa de desocupação, seis são do Nordeste (Bahia, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas).
Veja abaixo as taxas de desocupação por unidades da Federação no 2º e 3º trimestres:
Bahia: de 15,5% para 15,1%
Pernambuco: de 13,6% para 13,9%
Rio de Janeiro: de 12,6% para 12,3%
Sergipe: de 12,7% para 12,1%
Distrito Federal: de 11,5% para 10,9%
Paraíba: de 12,2% para 10,9%
Amapá: de 11,4% para 10,8%
Rio Grande do Norte: de 12,0% para 10,5%
Alagoas: de 11,1% para 10,1%
Amazonas: de 10,4% para 9,4%
Piauí: de 9,4% para 9,2%
Pará: de 9,1% para 8,8%
São Paulo: de 9,2% para 8,6%
Espírito Santo: de 8,0% para 7,3%
Goiás: de 6,8% para 6,1%
Rio Grande do Sul: de 6,3% para 6,0%
Tocantins: de 5,5% para 5,6%
Mato Grosso do Sul: de 5,2% para 5,1%
Roraima: de 6,2% para 4,9%
Mato Grosso: de 4,4% para 3,8%
Santa Catarina: de 3,9% para 3,8%
Paraná: de 6,1% para 5,3%
Minas Gerais: de 7,2% para 6,3%
Maranhão: de 10,8% para 9,7%
Acre: de 11,9% para 10,1%
Ceará: de 10,4% para 8,6%
Rondônia: de 5,8% para 3,9%
Veja a taxa de desemprego por regiões:
Nordeste: 12%
Sudeste: 8,7%
Norte: 8,2%
Centro-Oeste: 6,5%
Sul: 5,2%
Desemprego atinge mais mulheres, negros e jovens
Veja outros destaques da pesquisa
A taxa de desocupação por sexo foi de 6,9% para os homens e 11% para as mulheres, ou seja, a desocupação das mulheres é 59,4% maior que a dos homens – enquanto para os homens a taxa continua abaixo do índice nacional (8,7%), para mulheres segue bem acima;
A taxa de desocupação por cor ou raça ficou bem abaixo da média nacional (8,7%) para os brancos (6,8%) e bem acima para os pretos (11,1%) e pardos (10,0%);
16,6% dos desocupados buscavam por trabalho há menos de um mês, 44,5% buscavam de um mês a menos de um ano, 11,7% de um ano a menos de dois anos e 27,2% (ou 2,6 milhões de pessoas) há dois anos ou mais;
O desemprego para quem tem ensino médio incompleto (15,3%) foi maior que para os demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 9,1%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%);
As taxas mais elevadas estavam entre os jovens de 18 a 24 anos (18%) e de 14 a 17 anos (31,7%). Para os grupos de 25 a 39 anos (7,8%), 40 a 59 anos (5,6%) e o de 60 anos ou mais (3,7%), o desemprego ficou abaixo da taxa nacional (8,7%);
O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) no país foi de 4,3 milhões de pessoas, mesmo número do 2º trimestre. O maior número estava na Bahia (602 mil);
A taxa de informalidade foi de 39,4% da população ocupada no país. As maiores taxas foram no Pará (60,5%), Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%). As menores foram em São Paulo (30,6%), Distrito Federal (29,8%) e Santa Catarina (25,9%);
A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 20,1%. Piauí (40,6%), Sergipe (36,1%) e Bahia (33,7%) tiveram as maiores taxas, enquanto Santa Catarina (6,8%), Rondônia (9,1%) e Mato Grosso (10,5%) tiveram as menores;
O rendimento médio mensal foi de R$ 2.737 – maior que o do segundo trimestre (R$ 2.640), com aumento em todas as regiões, e maior que o mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.670), com expansão no Sul e Centro-Oeste.
Informalidade entre domésticos aumenta
A taxa de informalidade registrada no país foi de 39,4% no terceiro trimestre, contra 40% no 2º trimestre e 40,6% no mesmo trimestre de 2021.
“A taxa de informalidade apresentou queda para o total nacional, e as maiores reduções estão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte”, afirma Adriana.
Entre a população considerada informal estão os empregados domésticos e do setor privado sem carteira assinada, os empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.
No terceiro trimestre, apenas 25,3% dos trabalhadores domésticos do país tinham carteira assinada. Entre os empregados do setor privado, essa proporção era de 73,3%, com menores percentuais no Norte (57,7%) e no Nordeste (57,3%).
Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (81,3%) e São Paulo (81,2%) foram os estados com as maiores proporções. Já as menores foram registradas em Maranhão (47,0%), Piauí (48,5%) e Pará (50,3%).
“No Norte e Nordeste, as altas taxas de informalidade estão associadas à baixa cobertura de carteira assinada nas duas regiões”, diz a pesquisadora.
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