
Anistia Internacional e Human Rights Watch criticam regularmente as condições de trabalho dos operários mobilizados há anos. Bandeiras dos países que disputarão a Copa do Mundo são exibidas ao longo de uma rua em Doha, no Catar
REUTERS/Hamad I Mohammed
O Catar rejeitou os pedidos de ONGs para criar um fundo de indenização para os trabalhadores mortos ou feridos nos preparativos da Copa do Mundo de futebol, declarou seu ministro do Trabalho.
“Este pedido (…) de uma campanha de indenização é uma estratégia de comunicação”, disse Ali bin Samij Al-Marri em entrevista exclusiva à AFP.
A Fifa, instituição que rege o futebol mundial, garantiu que há um “diálogo contínuo” sobre o conteúdo, mas no primeiro comentário público do governo, Al-Marri garantiu que a proposta era inviável.
“Cada morte é uma tragédia”, declarou o ministro do Trabalho, acrescentando, porém, que “não há critérios para criar esses fundos”.
“Onde estão as vítimas? Eles têm os nomes das vítimas? Como conseguiram esses números?”, perguntou.
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Várias ONGs, incluindo a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, pediram à Fifa e ao Catar que indenizassem os operários que trabalharam nas obras da competição, que terá início no rico emirado do Golfo a partir de 20 de novembro.
As ONGs criticam regularmente as condições de trabalho dos operários mobilizados há anos nos diferentes projetos da Copa do Mundo. O fato tem gerado uma onda de boicote ao evento em várias cidades do mundo.
Segundo o ministro do Trabalho do Catar, várias ONGs e alguns países tentam “desacreditar o Catar com alegações deliberadamente enganosas”, que às vezes são “motivadas pelo racismo”.
A Fifa deveria reservar um mínimo de € 420 milhões para indenizar as centenas de milhares de trabalhadores migrantes que sofreram abusos de direitos humanos no Catar durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2022, escreveu a Anistia Internacional em comunicado.
No último dia 27, a seleção australiana de futebol se tornou a primeira classificada para a competição a criticar abertamente o Catar pelos abusos de direitos humanos durante a organização da Copa do Mundo.
Dezesseis membros da equipe masculina australiana apareceram em um vídeo explicando a sua posição. “Nos últimos dois anos, nos dedicamos a entender e conhecer melhor a situação no Catar”, explicam os jogadores. “Não somos especialistas, mas ouvimos organizações como Anistia Internacional, Fifa” e, “mais importante, trabalhadores estrangeiros no Catar”.
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