
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,29%, cotada a R$ 5,3179. Na máxima, chegou a R$ 5,3577. Dólar opera em alta nesta quarta-feira
Alexander Mils/Pexels
Em dia de decisão de política monetária no Brasil e após dois pregões consecutivos de baixa acentuada, o dólar abriu em queda nesta quarta-feira (26).
As expectativas do mercado são de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mantenha a Selic, taxa básica de juros, em 13,75% ao ano, ao passo que as expectativas para o exterior são de que os Estados Unidos desacelerem o ritmo de alta dos juros.
Às 9h02, a moeda americana tinha baixa de 0,52%, cotada a R$ 5,2903. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda reportou variação positiva de 0,29% e fechou cotada a R$ 5,3179, chegando a bater a máxima de R$ 5,3577 ao longo do dia. Com o resultado, acumula queda de 1,41% no mês e de 4,61% no ano frente ao real.
Mais cedo nesta semana, na segunda-feira, o dólar atingiu sua maior alta diária em meses, quando subiu 3,02% influenciada pela repercussão da prisão de Roberto Jefferson. Foi a maior alta desde 22 de abril, quando a moeda avançou 4,04%.
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O que está mexendo com os mercados?
Os mercados operam em meio à expectativa de que o Federal Reserve (BC dos EUA) possa desacelerar o ritmo de aumento dos juros. Quanto mais agressivo é o Fed no aperto da política monetária, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, de forma que uma moderação do ritmo de alta de juros poderia abrir espaço para a valorização de outras moedas que não a norte-americana, como o real.
Ainda no exterior, o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, assumiu o poder nesta terça-feira (25) e afirmou que seu país enfrentará “tempos difíceis”, sinalizando que deve liderar com linha dura a política econômica.
Investidores se preparam ainda para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
No cenário doméstico, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,16% em outubro, após dois meses seguidos de deflação.
O foco permanece ainda na reta final da corrida eleitoral presidencial, a quatro dias do segundo turno, e no aumento das tensões políticas. Para o mercado, os atos do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) podem pesar contra a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Jefferson atacou policiais federais que foram cumprir um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Copom se reúne nesta terça (25) e quarta-feira (26) para definir os rumos da taxa Selic, atualmente em 13,75%. Os economistas do mercado financeiro reduziram de 5,62% para 5,60% a estimativa de inflação para este ano e mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano no fim de 2022.
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