
Em documentos oficiais, ela optou por usar o nome do cargo no masculino. Giorgia Meloni é empossada como nova primeira-ministra da Itália e primeira mulher no cargo
Giorgia Meloni, a primeira mulher líder da Itália, está optando por se referir ao próprio cargo na forma masculina.
Em italiano, os títulos podem assumir uma forma masculina ou feminina, e o nome formal de “Presidente del Consiglio” de Meloni foi precedido pelo artigo masculino “il”, em vez do feminino “la”, na primeira declaração emitida por seu escritório no domingo.
Uma carta de Meloni lida no Parlamento nesta segunda-feira fez o mesmo.
A recém-nomeada primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, aguarda a cerimônia de posse no Palácio Presidencial de Quirinale, em Roma, na Itália, em 22 de outubro de 2022
REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Embora pioneira para as mulheres na política italiana, Meloni lidera um partido de extrema-direita e não é conhecida como feminista: ela se opõe às cotas femininas em conselhos empresariais e no Parlamento, argumentando que as mulheres devem chegar ao topo por mérito, e indicou apenas seis mulheres para seu gabinete de 24 nomes na sexta-feira.
A escolha do artigo definido foi criticada pelo Usigrai, principal sindicato da emissora estatal RAI, e por Laura Boldrini, deputada feminista de centro-esquerda e ex-presidente da Câmara dos Deputados que sempre foi conhecida como “la presidente” no cargo.
A Accademia della Crusca, guardiã da língua italiana, disse que usar o feminino para cargos ocupados por mulheres é a escolha gramaticalmente correta.
No entanto, quem preferir usar a forma masculina tradicional, por razões ideológicas ou geracionais, tem todo o direito de fazê-lo, disse seu presidente Claudio Marazzini à agência de notícias italiana Adnkronos.
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