
Em pronunciamento na TV, presidente chadiano afirmou que alagamentos atingiram 18 das 23 províncias do país. Com 1 milhão de pessoas afetadas, Chade decreta estado de emergência devido a inundações
DENIS SASSOU GUEIPEUR / AFP
O presidente do Chade, Mahamat Idriss Deby Itno, decretou nesta quarta-feira (19) estado de emergência no país, devido a inundações causadas por chuvas intensas nas regiões centro e sul. Em pronunciamento na TV, o líder chadiano afirmou que os alagamentos atingiram 18 das 23 províncias da nação africana, afetando mais de 1 milhão de pessoas.
As inundações não são incomuns durante a estação chuvosa do Chade, que geralmente vai de maio a outubro nas regiões do sul. Mas este ano as chuvas chegaram cedo e foram as mais pesadas em décadas.
Embora não tenha causado mortes, a água “engoliu mais de 465 mil hectares de plantações e 19 mil cabeças de gado”, afirmou Deby. “Será instaurado o estado de emergência, para conter e gerir melhor este desastre natural.”
O presidente também falou que as zonas de maior risco são a capital, N’Djamena, e seus arredores, e que a situação é cada vez mais preocupante. Por isso, o governo colocou em prática um plano de resposta para fornecer abrigo, comida e saneamento, disse Deby.
O Chade tem dois rios principais, o Chari e o Logone, que atravessam as províncias do sul e desembocam no Lago Chade, na zona fronteiriça com Níger, Nigéria e Camarões.
De acordo com Hamid Abakar Souleymane, hidrólogo da Agência Nacional de Meteorologia do Chade, em 2022, o lago recebeu água por outros afluentes e seu nível ficou mais alto que o dos dois rios, fazendo com que eles fluíssem para cidades e vilarejos vizinhos.
“Você deve ter notado que todos os países que compartilham o Lago Chade também estão inundados — e o fenômeno continuará até o final do ano”, disse ele. Na Nigéria, mais de 600 pessoas morreram desde junho por conta dos alagamentos.
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